A queda acentuada de preços das commodities minerais, por um lado, e por outro a elevação dos custos internos influenciada sobretudo pela alta das tarifas de energia elétrica, estão levando a indústria de mineração no Brasil a uma situação de extrema gravidade.
A afirmação, em tom de alerta, foi feita ontem à noite pelo presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), José Fernando Coura, ao abrir em Belém a 4ª Exposição Internacional de Mineração da Amazônia, a Exposibram.
“O momento é grave, é assustador”, afirmou o presidente do Ibram, acrescentando que a crise afeta de forma mais aguda a área de minério de ferro e a indústria do alumínio.
José Fernando Coura observou que algumas empresas de mineração já estão encerrando suas atividades em Minas Gerais e deixou no ar um desafio. Para ele, o governo, em todas as suas instâncias de decisão, e também a representação política – senadores, deputados federais e também os estaduais – precisam olhar com mais atenção para o setor mineral. “É preciso decidir se queremos ou não a mineração neste país”, disse ele.
As dificuldades enfrentadas pelo setor foram objeto de análise também pelo deputado federal Leonardo Quintão (PMDB/MG), relator do projeto do novo Código de Mineração, que tramita desde o ano passado no Congresso Nacional.
Relator da matéria, o parlamentar mineiro disse que dois assuntos despontam hoje como desafios para a mineração no Brasil. Um, a queda dos preços das commodities minerais no mercado internacional. O outro, a necessidade se fazer uma melhor distribuição das riquezas geradas pela exploração dos minérios.
Leonardo Quintão anunciou que o projeto do novo marco regulatório do setor mineral voltará à pauta de discussões na Câmara dos Deputados, em Brasília, já a partir desta quarta-feira. A intenção, segundo ele, é encaminhar uma decisão final sobre o projeto no menor espaço de tempo possível.
(Diário do Pará)
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