O governo federal autorizou o reajuste de 3% para a gasolina comum e 5% para o óleo diesel, nas refinarias. Os novos valores vigoram desde 7 de novembro e chegaram aos postos de gasolina de Belém com aumento real que chega até 5% para a gasolina e 7% para o diesel, conforme levantamento realizado, no último sábado, pelo Dieese/PA (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
A pesquisa também estimou os impactos na economia paraense já que o aumento, principalmente do Diesel, deve causar a pressão sobre os preços básicos e serviços, que também devem sofrer aumento.
Este é o primeiro reajuste do ano autorizado pelo governo federal e o impacto será direto para o consumidor onde a tendência, em alguns casos como no Pará, é de ser até maior do que os números anunciados pelo governo, pois cada estado tem uma alíquota diferente de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), segundo o Dieese/PA.
Com o aumento, principalmente no diesel, muitos produtos devem sofrer um efeito dominó. “Grande parte dos produtos vem pelas estradas em caminhões que utilizam diesel. O valor reajustado do diesel vai aumentar no frete. É um efeito dominó, vai afetar o preço dos alimentos por causa dos fretes (...). Além disso vai trazer reflexos nos bens de serviços e, principalmente, na cesta básica. O problema também deverá ser observado no crescimento das taxas de inflação”, disse Sena.
POSTO
Sena explica que cada posto de gasolina possui autonomia para diminuir e aumentar os preços dos combustíveis e que a possível saída é pesquisar pelos menores preços.
“O levantamento mostra que a gasolina se reflete em porcentagens diferentes. O autorizado foi de 3% nas refinarias, mas há postos que reajustaram para 3,5%, 4%, até 5%. No diesel o reajuste chega até 7%.
A tendência é ir ajustando os preços e assim vai haver aquela guerra nos postos para atrair clientes, uma dica que posso dar é: pesquise, não tem jeito. Procure nas redondezas para verificar qual o mais barato”.
O supervisor em vendas, Alan Cunha, destina cerca de R$400 do salário para encher o tanque do carro mensalmente. Ele garante que só usa o veículo para necessidades, como levar a filha a uma consulta médica.
“Agora o gasto vai ser maior, já nem ando muito e gasto tudo isso. Evito usar o carro por causa do consumo que ele faz e saio mais para deixar e buscar minha esposa no trabalho e levar minha filha as consultas médicas e hoje em dia não dá para dirigir sem ar-condicionado, por causa do calor e também não dá para andar de vidros abertos por causa de assaltos”, disse Alan.
Pesquisa do DIEESE
O Dieese fez o levantamento em cerca de 80% dos postos da capital divididos por seis distribuidoras para verificar o valor médio, menor e maior preço do litro da gasolina comum e do óleo diesel antes e depois do reajuste.
ANTES DO REAJUSTE
Na última quarta-feira – antes do reajuste autorizado - o levantamento mostrou o preço médio do litro da gasolina comum comercializado a R$ 2,959. O menor preço foi encontrado a R$ 2,850 e o maior R$ 3,249. Já o litro do óleo diesel custava em média R$ 2,645. O menor preço era de R$ 2,450 e o maior foi de R$ 2,899.
DEPOIS DO REAJUSTE
Os novos valores foram pesquisados no último sábado, quando foi constatado que o preço médio do litro da gasolina comum era de R$3,054. O menor de R$2,899 e o maior preço de R$3,299.
Para o óleo diesel o preço médio encontrado foi de R$2,744, menor preço de R$2,570 e o maior preço a R$ 2,973.
(Diário do Pará)
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