O desmatamento na Amazônia segue com forte tendência de crescimento, segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), operado pela ONG Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Relatório prévio divulgado ontem, 17, aponta que o desmatamento em outubro alcançou 244 km², um aumento de 467% em relação ao mesmo mês de 2013.
Ainda de acordo com o SAD, Rondônia, Mato Grosso, Pará e Amazonas foram responsáveis, juntos, por 85% do corte raso registrado no último mês de outubro.
TERRAS PRIVADAS
A maior parte desse total (60%) ocorreu em terras privadas ou sob o controle de posseiros, excluindo-se, desse percentual, os assentamentos de reforma agrária, responsáveis por 22% da área total desmatada. Ainda segundo o relatório, 16% do desmatamento em outubro ocorreram em unidades de conservação de uso sustentável – florestas nacionais e estaduais, áreas de proteção ambiental e reservas extrativistas.
Um dos dados mais alarmantes refere-se à degradação da cobertura florestal. Foram mapeados 468 km² de florestas degradadas (florestas intensamente exploradas pela retirada de madeira ou que sofreram com queimadas), um crescimento de mais de mil por cento em relação a outubro de 2013.
O estado de Mato Grosso foi responsável, sozinho, por 90% da degradação florestal. A área da Amazônia Legal monitorada pelo SAD em outubro foi de 72%, segundo o Imazon – os 28% restantes estiveram cobertos por nuvens.
As estimativas de corte raso registradas pelo SAD entre agosto e outubro – que correspondem aos três primeiros meses do calendário oficial do desmatamento de 2015 – acumulam 1.082 km² de desmatamento, o que representa um aumento de 226% em relação ao mesmo período de 2013.
(Diário do Pará)
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