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Criança precisa de ajuda para fazer cirurgia

Kawane é uma menina que tem só sete meses de idade e luta pela própria vida. Ela é portadora de sopro cardíaco e precisa ser submetida a um procedimento cirúrgico antes de completar um ano. Ela nasceu na maternidade Santa Casa de Misericórdia do Pará, em

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Kawane é uma menina que tem só sete meses de idade e luta pela própria vida. Ela é portadora de sopro cardíaco e precisa ser submetida a um procedimento cirúrgico antes de completar um ano.

Ela nasceu na maternidade Santa Casa de Misericórdia do Pará, em um parto cesáreo, mas os familiares não foram comunicados da doença dela imediatamente.

Em uma avaliação médica no posto de saúde do Jurunas, a mãe da menina, Nayara Oliveira, 21, foi informada pela pediatra que a filha teria uma alteração no coração e que precisava buscar atendimento no Hospital de Clínicas Gaspar Viana.

Ao procurar o hospital, referência nesse tipo de atendimento, a dona de casa foi comunicada que as consultas médicas só poderiam ser marcadas nessa especialidade para 2015.

“Depois de passar por um período de três meses só para marcar um ecocardiograma pedido pelo Hospital de Clínicas e esperar que fosse autorizado pela Sesma (Secretaria Municipal de Saúde), mandaram que eu voltasse ano que vem porque as consultas pelo HC são de seis em seis meses e eles não tinham mais vagas para esse ano Eles disseram que a prioridade é das crianças recém-nascidas. A cardiologista nem avaliou minha filha. Ela disse ‘vou encaminhar para a pediatra e em março você vem aqui’. E a pediatra disse que era para eu trocar de plano de saúde que ela acompanharia meu caso”, lembrou.

Renata Alves, que atua na área de clínica médica do HC, afirmou que a cirurgia é complexa e pode ser feita de forma convencional ou através da hemodinâmica. “A cirurgia cardíaca é muito complexa e requer um tratamento especializado. Pelo grau de complexidade não pode ser feito por outras instituições”, disse.

PLANO

Desesperada, a mãe teve que recorrer a um plano de saúde particular para conseguir cirurgia para a filha. Mesmo pelo plano, a operação só pode ser feita no estado do Ceará. “Acho um absurdo que o governo não tenha o mínimo de cuidado com as pessoas e a gente seja obrigado a ter que sair do nosso estado para conseguir tratamento para os nossos filhos”, lamentou.

Sem ter condições financeiras para arcar com a estadia em Fortaleza no período da cirurgia e o tratamento pós-operatório da filha, Nayara iniciou uma campanha para arrecadar fundos para a viagem. “Amigos e as pessoas da família fizeram um bingo e um churrasco e também estamos com uma conta bancária, no nome do meu pai”, detalhou.

No último domingo o DIÁRIO publicou uma matéria na qual 388 crianças com cardiopatias esperavam para passar pelo procedimento cirúrgico no HC. Segundo a matéria, um bebê de sete meses de idade que possui uma cardiopatia congênita conseguiu fazer a cirurgia somente com intervenção do Ministério Público, em setembro.

A promotoria de Direitos Constitucionais, através da promotora de justiça Suely Cruz recomendou que fosse realizado um mutirão, envolvendo o estado e município, para que a fila fosse diminuída. O prazo determinado pelo MPE para o mutirão foi a partir de outubro.

A presidente do Hospital de Clínicas, Ana Lydia Cabeça informou que apenas 21 crianças dessa fila passaram pela cirurgia. “Durante o mês de outubro fizemos em 21 crianças, entre cirurgia convencional e hemodinâmica. Então podemos dizer que em relação a aquele número houve uma redução da fila”, disse.

A presidente reconheceu a dificuldade na formação de equipes especializadas no hospital. “Formar uma equipe com a complexidade da doença demora vários anos de especialização. Por isso que não tem fácil, não tem em larga escala. Não há leitos ilimitados em pediatria. Temos uma demanda no estado que não é compatível com o número de UTIs”, acrescentou.

SERVIÇO

Quem quiser ajudar pode fazer depósito na conta poupança do titular, Antônio Vanias de Souza Oliveira.
AG:0883
OPERAÇÃO: 013
CONTA:0003 9443-6 .
Mais informações pelo telefone da Nayara (983656707)

(Diário do Pará)

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