Na travessa Soledade se estende uma sequência de olarias e lojas de cerâmica, em sua maioria da linha marajoara e tapajônica. O lugar foi o destino seguinte do grupo de arqueólogos e um dos pontos altos da excursão: entrar em uma olaria e acompanhar, para muitos pela primeira vez, a fabricação de uma peça cerâmica, passo a passo. O pequeno ateliê escolhido, aos fundos da loja de seu Anísio, foi ocupado pelos pesquisadores diante do tratamento da argila feito pelo próprio guia, Del Almeida.
Para a arqueóloga Cristiana Barreto, a visita ao polo cerâmico de Icoaraci foi o fecho ideal para a primeira oficina internacional de especialistas na arqueologia da Amazônia. A pesquisadora acredita que o encontro cumpriu o papel de ser o passo inicial para uma síntese dos estudos na área.
RESULTADO
Como resultado da oficina, uma publicação trilíngue (espanhol, português e inglês) com as apresentações de todas as pesquisas será organizada com lançamento previsto para 2015.
A obra conterá ilustrações, tabelas e mapas dos sítios arqueológicos e um glossário com termos técnicos e os nomes dos complexos cerâmicos na Amazônia. A editoração do material possivelmente será feita pelo Emílio Goeldi.
“O que vai ser interessante é que cada pesquisador vai poder escrever um capítulo desse livro comparando com o material do outro. Faremos um compartilhamento das apresentações entre os participantes, então isso vai ser um material de base para comparação”, afirma Cristiana.
(Diário do Pará com informações da UFPA)
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