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Pacientes não conseguem fazer exames

O Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) acusa a Prefeitura Municipal de Belém (PMB) de não ofertar serviços de saúde que deveriam ser oferecidos gratuitamente no Posto de Saúde da Vila da Barca, no bairro do Telégrafo, em Belém. Segundo o Sindmepa, em

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O Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) acusa a Prefeitura Municipal de Belém (PMB) de não ofertar serviços de saúde que deveriam ser oferecidos gratuitamente no Posto de Saúde da Vila da Barca, no bairro do Telégrafo, em Belém.

Segundo o Sindmepa, em plena campanha “Novembro Azul”, que é realizada no mundo inteiro alertando para a importância da prevenção contra o câncer de próstata, por falta de pagamento, exames como o PSA que pode detectar quando há uma elevação da substância produzida na próstata, não estão sendo realizados pelo Sistema único de Saúde (SUS) na unidade de saúde.

O exame é feito a partir da coleta de sangue e pode reduzir as mortes pela doença em 22% com o diagnóstico precoce. O diretor do Sindmepa, Agostinho Hermes de Miranda, ressalta que o posto trabalha com o Programa de Atenção ao Idoso e também com o Programa Hiperdia, que atende pacientes com hipertensão e diabetes.

Porém, neste segundo programa, os exames para verificar os níveis de sódio e potássio no organismo, destinado aos pacientes hipertensos, também não estão sendo feitos.

“A prefeitura de Belém, através da Sesma, desde a gestão de Duciomar (ex-prefeito Duciomar Costa) não paga para realizar os exames pelo SUS. O Sindmepa colocou isso para o prefeito Zenaldo Coutinho no mês de janeiro do primeiro ano de mandato. Foi designado um assessor para tratar do assunto e pediram um prazo de seis meses para resolver. Depois disso, já pedimos uma outra audiência e até agora nada foi resolvido. Isso está sendo cobrado há muito tempo. Não é segredo”, assegura o diretor do Sindmepa.

PROGRAMAS

Agostinho afirmou ainda que os dois tipos de exames fazem parte do atendimento dos programas executados no Posto da Vila da Barca. “Estamos em pleno Novembro Azul, nem por isso o problema foi resolvido.

A partir de 50 anos é recomendado a realização do exame de PSA que pode detectar precocemente uma alteração na próstata e a conduta é aprofundar se houver um sinal de alerta. Os exames de sódio e potássio também são importantes para as pessoas hipertensas, pois fazem o controle do funcionamento cardíaco”, explica.

O valor cobrado nos laboratórios para a realização do exame de PSA está em torno de R$ 30 e deve ser realizado no mínimo uma vez por ano, sendo o ideal duas vezes por ano.

Já os exames de sódio e potássio custam, cada um, R$ 10 e devem ser feitos, pelo menos, de seis em seis meses. O idoso João Carlos, 72, já está ciente que precisará pagar para realizar o exame de prevenção ao câncer de próstata.

“Estou há uma semana tentando pegar o encaminhamento para fazer o exame no laboratório, que é pago, o exame de PSA. A gente pede o encaminhamento aqui, mas demora e tem outras pessoas com o mesmo problema. Deveria ser feito aqui, pelo SUS, pois ainda temos de ir para outro local e pagar para fazer. Quando a gente pergunta, eles dizem que o SUS não paga mais esse exame”, disse o idoso.

A reportagem contatou com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), porém, até o fechamento desta edição, não houve retorno.

(Diário do Pará)

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