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Uso eleitoreiro por Simão Jatene foi escancarado

Na última sexta-feira à tarde, Scaff estava no município de Ourilândia do Norte e passou por várias casas onde se avistavam placas do programa Cheque Moradia e, logo abaixo, a bandeira amarela da campanha de Simão Jatene, mostrando a clara vinculação elei

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Na última sexta-feira à tarde, Scaff estava no município de Ourilândia do Norte e passou por várias casas onde se avistavam placas do programa Cheque Moradia e, logo abaixo, a bandeira amarela da campanha de Simão Jatene, mostrando a clara vinculação eleitoreira do programa à campanha do tucano reeleito. Uma dessas residências era na Rua 6, casa 567, no bairro Paulista.“A fachada de várias casas de Ourilândia do Norte estão assim.

Em Bannach flagrei várias pessoas vendendo material adquirido com o Cheque Moradia nas ruas e essas cenas se repetem por todo o Estado, desvirtuando completamente o programa. Não queremos que se repita em Belém o que aconteceu na eleição majoritária em todo o Estado. Só nos resta torcer que os órgãos de fiscalização e controle estejam alertas para evitar esse abuso”, lamenta o vereador peemedebista.Entre concessões e cadastramento estima-se que o governo do Estado tenha emitido mais de 30 mil Cheques moradia apenas em outubro, mês da eleição num uso escancarado e explícito de um programa social do Estado como instrumento de compra de votos.

Não há dúvida que o uso do benefício foi o maior caso de corrupção eleitoral já visto na história das eleições no Pará. Lamentavelmente o Ministério Público Eleitoral só se deu conta da farra 48 horas antes do segundo turno.Dia 24/10 quando o MPE propôs ação cautelar preparatória de ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) contra o então recandidato Simão Robinson de Oliveira Jatene; José Cruz Marinho, candidato na chapa a vice-governador; João Hugo Barral, presidente da Companhia de Habitação do Estado do Pará (Cohab); Cláudia Zaidan, diretora da Cohab e Sônia Massoud coordenadora do programa Cheque Moradia junto a lideranças comunitárias dos bairros de Belém, solicitando liminarmente a distribuição e pagamento do Cheque Moradia até o dia 29/10 para resguardar a isonomia e equilíbrio do pleito. Só que já era tarde e não havia mais nada a se fazer.

O processo eleitoral já estava contaminado.Como não havia mais orçamento para o programa o governo do Estado usou a estratégia de apenas cadastrar as pessoas, gerando uma expectativa futura nos eleitores: se votassem em Simão Jatene receberiam integralmente o benefício, o que agora, como se previa, não ocorrerá.Centenas de pessoas fazem filas por horas quase todos os dias em frente à sede da Cohab, localizada na passagem Gama Abreu, bairro de Souza, para dar entrada na inscrição do cadastro do programa e cobrar as promessas de campanha não cumpridas pelo governo do Estado, que utilizou descaradamente o programa social para angariar votos para a campanha para Simão Jatene. Muitos procuram fazer o cadastro, já outros vão cobrar o benefício prometido e até agora não recebido, ou parte dele.

(Diário do Pará)

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