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Canal do Galo: sobram problemas, faltam respostas

A situação é crítica no canal do Galo em toda sua extensão, que compreende os bairros do Telegrafo, Sacramenta e Pedreira. Construído para melhorar o saneamento básico nessas áreas, o canal é tomado de problemas que vão desde as muretas de proteção que es

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A situação é crítica no canal do Galo em toda sua extensão, que compreende os bairros do Telegrafo, Sacramenta e Pedreira. Construído para melhorar o saneamento básico nessas áreas, o canal é tomado de problemas que vão desde as muretas de proteção que estão destruídas, acúmulo de lixo, alta vegetação, pontes de ferro enferrujadas ou improvisadas de madeira, o abandono de uma praça pública e até de uma unidade de saúde da Prefeitura de Belém, além de constantes assaltos em consequência de toda essa situação.O abandono do canal tem sido motivo de reclamação por parte dos moradores do entorno.

A insatisfação das pessoas realmente faz sentido, pois basta chegar ao local para observar o acúmulo de lixo e entulho na beira do canal. “Essa é a situação do canal do galo, nós moradores daqui convivendo com esse monte de lixo e a coleta da prefeitura não cumpre o recolhimento dele. Eles dizem que nós mesmos jogamos lixo aí. Mas é claro, pois nem contêineres de lixo a prefeitura disponibiliza para nós e nem colocam fiscalização para proibir isso”, reclamou Cleber Santana, morador.

Outro problema apresentado são as muretas de proteção do canal, que é quase toda destruída, o que se torna uma situação perigosa para quem anda na calçada que fica à beira do canal, sobretudo crianças que usam o local para brincar.

“Essa mureta foi se destruindo aos poucos com a ação do tempo. Mas, como não houve um trabalho de manutenção da prefeitura, agora a mureta caiu em quase todo o canal. Isso é um perigo para uma pessoa cair, principalmente crianças”, disse Elisangela Carvalho, moradora.

O abandono acontece também nas pontes metálicas que interligam os dois lados das vias do canal. A estrutura está tomada de ferrugem e o assoalho que deveria ser de concreto já não existe mais e teve que ser improvisado com madeira pelos próprios moradores para que a ponte continue sendo usada para passagem dos pedestres.

“Essas pontes nunca foram reformadas e se não fosse nós termos colocado essas tábuas não daria mais para a gente usar a ponte. Mesmo assim, o risco de queda da ponte é grande, um perigo para quem passa por ela”, alertou Gleidson Diones, que também reside na área.

Nem mesmo a Unidade de Saúde do Canal do Galo I, da Prefeitura de Belém, escapa da situação de abandono. A placa de identificação do posto está desbotada, assim como os cartazes de campanhas de saúde pendurados no local, é o sinal do descaso. Já dentro da propriedade, lixo amontoado também pode ser visto bem próximo a porta de entrada da unidade, além do matagal que encobre o terreno.

“O posto funciona nessa situação mesmo”, denunciou a moradora Maria Auxiliadora.A praça do canal do Galo anexo à unidade de saúde também apresenta situação crítica. O mato alto encobriu o trecho de grama e tomou todo o espaço no logradouro, que se mistura ao lixo espalhado no local. A situação afastou os moradores do local e contribuiu para o surgimento de outro problema, a insegurança, já que a praça tem sido usada apenas como ponto de venda e consumo de drogas.

“Já virou normal a presença de usuários de drogas na praça. A pessoa que passar no meio deles pode ter certeza que será assaltada”, concluiu um morador que não quis se identificar.O DIÁRIO fez contato com a assessoria da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan), para tratar dos problemas encontrados nos locais visitados, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno.

(Diário do Pará)

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