Os acusados de fraudes na folha de pagamento da Assembleia Legislativa do Estado serão interrogados em janeiro do próximo ano, em datas definidas conforme agenda de trabalho da 6ª Vara Penal presidida pela juíza Alda Gessyane Tuma. O esquema de contratações denunciado pela Promotoria de Combate ao Crime Organizado, segundo investigações, ocorreu entre os anos de 2003 a 2009, movimentando cerca de oito milhões de reais.
A juíza informou que, nas datas marcadas, os réus terão que comparecer à audiência de interrogatório, ficando ao arbítrio de cada denunciado responder ou não às perguntas que serão feitas inicialmente pela juíza e em seguida pelos promotores de justiça e advogados de defesa habilitados.
A juíza explicou que, após essa etapa de interrogatórios, será aberto prazo para promotoria de justiça e em seguida aos defensores dos réus para, caso queiram, requerer diligências. Em seguida o processo passará para a fase dos memoriais finais das partes e, por fim, será julgado pela juíza.
No total foram colhidos mais de 20 depoimentos. Onze deles de pessoas que tiveram os dados usados pelos acusados para forjar as contrações fraudulentas. Quase todos de pessoas humildes e de baixa escolaridade que entregaram cópias de seus documentos para serem cadastrados e passarem a receber cestas básicas e brinquedos no Natal para os filhos. Nas declarações prestadas os depoentes afirmaram que jamais receberam qualquer benefício e não que nunca trabalharam na Assembleia Legislativa do Estado.
(DOL com informações do TJPA)
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