Os feirantes das Centrais de Abastecimento do Pará (Ceasa) reclamam da falta de abastecimento de água potável, da insegurança e da precariedade na manutenção do local. Apesar de todos os meses os proprietários dos boxes pagarem um valor referente ao aluguel, energia e limpeza, ainda há várias deficiências nos serviços.
Eliane Queiroz, 32, trabalha na Ceasa desde os 16 anos e reclama da precariedade e do abandono do local. “Nós pagamos todos os meses o aluguel de cada box e mesmo assim sempre falta água, além disso temos que pagar para usar os banheiros, que são precários”.
A feirante foi até a administração cobrar providências. “Como vocês estão vendo, os boxes não têm pia e eles exigem o pagamento de uma taxa de água. Isso é um absurdo. Eu fui reclamar e disse que não iria mais pagar pelo abastecimento, já que temos que pagar R$2 para usar os banheiros, e o meu box não tem nenhuma pia para os clientes lavarem as mãos”, lamentou Eliane.
A comerciante também reclama da falta de limpeza no local e da estrada que dá acesso à feira. “Nós temos que ficar fazendo a limpeza durante a madrugada, já que eles só fazem durante a manhã. O movimento aqui é maior durante a noite e, por isso, se quisermos algo limpo, temos que pegar a vassoura e ir limpar, mesmo a gente pagando para que isso seja feito. A estrada não tem acostamento, é perigosa e é um problema, já que os clientes têm medo de passar por ela”, ressaltou Eliane.
Em nota, a Ceasa diz que o problema da falta de água foi resolvido. Afirma também que os banheiros situados no mercado central foram reformados.
Quanto à reclamação sobre a sujeira do espaço, a nota diz que a limpeza e o recolhimento do lixo são feitos diariamente “e que as máquinas compactadoras, responsáveis pela destinação dos resíduos sólidos, encontram-se em pleno funcionamento”. Sobre a segurança, a nota afirma que a área interna do complexo dispõe de uma empresa de segurança particular que realiza ronda 24h.
(Diário do Pará)
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