Continua, na manhã dessa quarta-feira (03), a interdição dos dois sentidos da rodovia BR-155 por manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Esse é o terceiro dia do protesto que é realizado em frente à Fazenda Cedro, na zona rural de Marabá, sudeste do Estado. Segundo o MST, a interdição segue por tempo indeterminado.
A reivindicação dos manifestantes é que fazendas da região sejam desapropriadas ou compradas e destinadas para ações de reforma agrária. As propriedades reclamadas pelos Sem Terra são as fazendas Caumé, Tucumã e Rio Vermelho (as três no município paraense de Sapucaia), Peruano e Maria Bonita (no município de Eldorado dos Carajás) e a Cedro (em Marabá).
Segundo informações da RBATV, aproximadamente duas mil famílias estão no local da interdição. Os manifestantes afirmam que estão acampados no território das fazendas há quase oito anos, sem que as autoridades realizassem algum procedimento para regularizar os assentamentos.
Eles exigem a assinatura de um documento, por parte do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que legalize a situação das ocupações. Esse documento teria que ser assinado até o dia 05 de dezembro, segundo os manifestantes.
O bloqueio da rodovia também gera um engarrafamento quilométrico de caminhões que estão impedidos de seguir viagem. Segundo a RBATV, o clima é tenso entre os caminhoneiros e os manifestantes. Não há presença de policiamento no local.
(DOL com informações RBATV)
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