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Entidades cobram transparência do governo

No próximo dia 9 deste mês, as entidades em defesa dos direitos humanos farão um ato público, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), a partir das 9h, para cobrar a instalação imediata da CPI das Milícias que investigará o envolvimen

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No próximo dia 9 deste mês, as entidades em defesa dos direitos humanos farão um ato público, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), a partir das 9h, para cobrar a instalação imediata da CPI das Milícias que investigará o envolvimento de grupos de extermínio com a chacina ocorrida no mês passado e se de fato existem milícias atuando nos bairros periféricos de Belém.

Na tarde de ontem (4), a comissão que acompanha as investigações sobre o episódio sangrento realizou uma coletiva à imprensa para fazer um balanço do andamento das investigações passado um mês da chacina, além de divulgar os eventos da Semana dos Direitos Humanos no Pará.

A coletiva foi realizada no auditório da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), em Belém, reunindo os representantes das entidades, como a coordenadora do Programa de Acesso à Justiça da SDDH, Ana Lins, a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará, Luanna Tomáz de Souza, a vereadora Sandra Batista, da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Belém (CMB), Anderson Castro, do coletivo de juventude “Juntos”, além da ouvidora do Sistema de Segurança Pública do Pará, Eliana Fonseca.

“Essa chacina de Belém não é um fato isolado. A gente entende que é algo que já vem acontecendo há muitos anos no estado do Pará e esse é um momento propício para apurar e nós apoiamos a instalação da CPI das Milícias. A gente se preocupou muito com duas mortes que ocorreram uma semana após aquela noite, que foi a da jovem Layane e do rapaz conhecido como ‘Pezão’ que seria suspeito do assassinato do cabo Pety. Também não houve nenhuma resposta do governo até o momento. Para nós, a chacina não terminou naquela noite”, disse Ana Lins, da SDDH.

Para a advogada Luanna Tomáz, ainda não é possível avaliar a investigação de maneira mais concreta, pois as investigações transcorrem sob sigilo, mas é necessário que a sociedade civil possa também ter conhecimento sobre o andamento das investigações.

“Foi criada uma comissão de apuração, mas infelizmente essa comissão ainda não foi recebida pelo governo do estado e é isso que nós estamos cobrando. Amanhã (hoje) nós vamos marcar a primeira reunião com a Polícia Civil e o Ministério Público para ver de que forma podemos acompanhar essas investigações. Sabemos que tramita em sigilo e de maneira nenhuma queremos violar isso. E não queremos que as investigações sejam só sobre aquelas mortes, como também das mortes que acontecem naqueles bairros sem a apuração devida”, declara.

Já a vereadora Sandra Batista, que também participa da comissão, disse que os constantes assassinatos que ocorrem nos bairros considerados críticos da periferia de Belém e o envolvimento da juventude com o crime organizado por falta de oportunidades preocupam a Comissão de Direitos Humanos da CMB. “Acontece que a juventude fica refém do tráfico e das chacinas. Acho que as investigações estão lentas e não têm intimidado o que tem acontecido nos bairros”, assegura.

O DIÁRIO tentou contato, na noite de ontem, com a assessoria da Secretaria de Estado de de Segurança Pública (Segup), mas não conseguiu.

(Diário do Pará)

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