Alertar a população para os riscos de contaminação da dengue e da chikungunya é o objetivo da Campanha “Dia D” de Combate a essas doenças. A campanha foi lançada no último sábado, no salão paroquial da igreja Nossa Senhora Rainha da Paz, no Benguí.
O destaque é a feira da saúde denominada “DEVS Itinerante”, onde são feitas abordagens educativas sobre dengue, chikungunya e outras endemias de ocorrências mais comuns no período chuvoso como a leptospirose, a febre tifoide, as hepatites, doença de chagas, acidentes por animais peçonhentos, esquistossomose, malária, sarampo, rubéola e meningite.
A escolha do bairro não foi por acaso, já que o último LIRA (Levantamento do Índice Rápido de Aedes aegypti), realizado em outubro deste ano em 22 mil residências, localizou 418 imóveis no bairro com presença de larvas do mosquito da dengue. Além disso, também foi no Benguí o registro do primeiro caso da chikungunya. O nome se refere à postura adotada pelos pacientes diante das fortes dores articulares que a doença causa.
As duas doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti que se prolifera mais facilmente em locais com acúmulo de lixo e de água parada. Em 2014, Belém registrou 316 casos de dengue, 94 a menos do que no ano anterior. A chikungunya registrou seis casos este ano, todos de pacientes advindos de fora do país, em especial da Guiana Francesa.
O perigo da doença aumentou e não está descartado o risco de surto pelas condições ambientes propícias a sua proliferação. As periferias da cidade são as mais vulneráveis à contaminação devido à falta de saneamento e desinformação que ainda predominam nesses locais, sobretudo no período chuvoso do ano.
A dona de casa Valnize Furtado mora no Bengui há 23 anos e, ao contrário da maioria dos moradores, costuma ficar atenta para evitar a reprodução do mosquito na sua residência.
“Considero essa campanha importante porque muita gente não sabe dos riscos que está correndo Limpo sempre o meu quintal e não gosto de deixar o lixo exposto. Se cada um fizer a sua parte, a doença com certeza será menor”, diz a moradora.
A reportagem flagrou diversos pontos de Belém tomados por água parada e lixo na rua. No Curió-utinga uma rua próximo à Avenida João Paulo II, está repleta de resíduos e água suja, até pneu velho foi encontrado no local repleto de larvas e de mosquito da dengue. Na Perimetral, no bairro da Terra Firme, o cenário é o mesmo e assusta os moradores.
“A gente tem medo de ficar doente, mas a população infelizmente ainda não se conscientizou que é preciso prevenir”, diz o vendedor de lanche, Augusto Silva.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar