Belém é sede da reunião do Consórcio do Projeto “Global ITV: interoperabilidade de sistemas de TV interativos híbridos - Uma nova proposta de avanço para o futuro”, que começou ontem (9) e segue até amanhã no prédio do laboratório de Engenharia Naval na Universidade Federal do Pará (UFPA), campus Guamá.
Este é o quarto encontro do Consórcio Europa-Brasil que reúne pesquisadores da Europa e do Brasil que há um ano desenvolvem um projeto visando a elaboração de soluções e inovações tecnológicas para a TV digital interativa.
A RBATV, do Grupo Rede Brasil Amazônia de Comunicação (RBA), é parceira do projeto, sendo a única emissora de televisão do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país que participará dos testes que estão previstos para ser aplicados dentro do projeto junto com a UFPA, a Universidade Católica de Brasília (UCB), a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), que integram o Consórcio do Global ITV.
O diretor-geral do Grupo RBA, Camilo Centeno, está participando do evento como membro do conselho que acompanhará o desempenho do projeto ao longo do ano. “Nós fomos convidados pela universidade para participar dos testes desse consórcio que visa tornar universal os recursos de interatividade da televisão”, informou.
TECNOLOGIA
“A ideia é criar uma tecnologia para que os vários sistemas de TV que existem no mundo possam usufruir dos mesmos serviços e dar alternativas, possibilidades, oportunidades para o público, para os veículos e os anunciantes. A televisão hoje é digital, então a interatividade faz parte disso. As pessoas, das suas casas, vão poder fazer consultas, compras e obter mais informações. A televisão não será só programação e o público ganha com isso porque passa a ter mais serviços”, afirma.
A coordenadora do projeto “Global ITV” na UFPA, professora doutora Maria Ataíde Malcher, explica que o projeto visa estabelecer uma ligação entre dois sistemas de TV digital e interativa, sendo o brasileiro Ginga e o europeu Hbb TV, com isso possibilitar a produção e recepção de conteúdos multimídia aos usuários do Brasil e Europa. A previsão é de que o projeto esteja com a plataforma pronta já no próximo ano para ser inserido no mercado.
“Estamos desenvolvendo uma plataforma híbrida que rode o Ginga e o Hbb TV para que a gente consiga estabelecer um diálogo entre as plataformas tanto no Brasil quanto no continente Europeu. Várias empresas da Europa estão envolvidas e no Brasil universidades e empresas”, afirma.
“Na UFPA, somos líderes do grupo de trabalho 5 que trata da questão do teste da recepção, vamos testar e fazer os estudos de recepção. Estamos na fase do primeiro ano de trabalho. Temos dialogado constantemente com a RBA e vamos fazer essa parte do trabalho muito integradamente. A ideia é conseguir rodar a minha programação na plataforma da Europa e rodar a programação da Europa aqui também. A RBA vai ser o nosso campo de pesquisa para desenvolver essa tecnologia”, afirma a coordenadora.
(Diário do Pará)
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