A campanha “Papai Noel dos Correios” encerra o período de recebimento das doações de presentes na próxima sexta-feira (12). Ainda dá tempo de se tornar um padrinho ou madrinha da campanha para fazer o Natal de uma criança mais feliz. A campanha deste ano recebeu mais de sete mil cartinhas e, até ontem, cerca de seis mil foram adotadas.
A novidade deste ano é que a campanha fez parceria com escolas que atendem crianças de baixa renda. Ao todo, foram 45 escolas cadastradas. Já foram feitas entregas em duas escolas e agora restam 43 para receberem as doações.
Os voluntários da campanha nos Correios estão organizando os presentes e receberão o restante das doações até esta sexta-feira para realizarem as entregas nos próximos dias 16, 17, 18 e 19.
“Este ano foi mais fácil porque fizemos uma carta padronizada e vamos conseguir entregar os presentes antes do Natal. Foram selecionadas escolas públicas e creches onde estudam crianças carentes. Está sendo um trabalho intenso, porém, recompensador. Quando a pessoa pega a cartinha é feito uma cadastro no sistema com o número da carta e o nome do apadrinhado. Este ano não teremos sobras de presentes. Fazer esse trabalho é algo que não dá para definir. A emoção é dos dois lados, tanto de quem doa quanto das crianças”, afirma a coordenadora da campanha, Celeste Vidigal.
A emoção de quem doa presentes para a campanha se renova a cada ano. Assim acontece com a universitária Mari Lobato, que há seis anos repete o gesto nesta época do ano.
“O fato de você ler uma carta e poder ajudar alguém é o que motiva. Para mim se tornou sagrado, todo ano tenho que vir aqui. Já peguei cartas de crianças que pediam cesta básica e material escolar. Este ano peguei três cartinhas de crianças pedindo brinquedos mesmo. Vou dar três presentes”, garante.
Entre tantas cartas, o advogado Felipe Mesquita ficou na dúvida de qual adotaria. “Ano passado teve uma carta que me chamou muito a atenção pela simplicidade de uma criança que pediu uma panetone. Ela poderia ter pedido um presente, um brinquedo, mas pediu algo simples. É a segunda vez que vou doar e o que me comove é a quantidade de crianças que não têm a oportunidade de receber um presente na noite de Natal e me sinto bem em proporcionar isso a elas”, disse.
(Diário do Pará)
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