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Doenças crônicas afetam 1,5 milhão de paraenses

Hipertensão, problemas na coluna e colesterol alto estão entre as doenças que mais afetam a população do Pará, onde quase 30% da população adulta possui pelo menos uma doença crônica não transmissível (DCNT). São mais de 1,5 milhão de paraenses, segundo

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Hipertensão, problemas na coluna e colesterol alto estão entre as doenças que mais afetam a população do Pará, onde quase 30% da população adulta possui pelo menos uma doença crônica não transmissível (DCNT).

São mais de 1,5 milhão de paraenses, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). O levantamento, realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que essas enfermidades atingem principalmente o sexo feminino (33,8%). São 903,2 mil mulheres e 641,9 mil homens (25,2%) portadores de enfermidades crônicas.

No Brasil, o índice atinge cerca de 40% da população, o equivalente a 57,4 milhões de pessoas. As doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis por mais de 72% das causas de mortes no Brasil. A hipertensão arterial, o diabetes, a doença crônica de coluna, o colesterol (principal fator de risco para as cardiovasculares) e a depressão são as que apresentam maior prevalência no país.

A existência dessas doenças está associada a fatores de risco como tabagismo, consumo abusivo de álcool, excesso de peso, níveis elevados de colesterol, baixo consumo de frutas e verduras e sedentarismo.

Doenças crônicas de grande magnitude, sendo também as mais graves, a hipertensão e o diabetes foram alvo de profunda investigação da PNS. A pesquisa revelou que a hipertensão atinge 684 mil pessoas acima de 18 anos no Pará, o que corresponde a 13,1% da população. Importante fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, a doença aparece mais no sexo feminino, com prevalência em 14,8% das mulheres e 11,4% dos homens no estado. No Brasil, a hipertensão atinge 31,3 milhões de adultos, o que corresponde a 21,4% da população.

HIPERTENSOS

A proporção de hipertensos no país aumenta com o passar da idade. Entre os jovens, de 18 a 29 anos, o índice é de apenas 2,8%; dentre as pessoas de 30 a 59 anos é de 20,6%, passando para 44,4% entre 60 e 64 anos, 52,7% entre 65 e 74 anos e 55% entre as pessoas com 75 anos ou mais.

Já o diabetes, transtorno metabólico causado pela elevação da glicose no sangue, atinge 197 mil pessoas do Pará, o que corresponde a 3,8% da população adulta local. As mulheres (4,3%), mais uma vez, apresentaram maior proporção da doença do que os homens (3,2%) – 115 mil contra 82 mil habitantes. Em todo o Brasil, 9 milhões de brasileiros – o que corresponde a 6,2% da população adulta – possuem a doença.

No caso do colesterol, a PNS identificou que 528 mil moradores do Pará com mais de 18 anos apresentam colesterol alto, o que representa 10,1% da população adulta. sendo 13,6% das mulheres e 6,5% dos homens. Quando analisados os dados nacionais, a PNS aponta que 18,4 milhões de brasileiros apresentam colesterol alto, 12,5% da população adulta.

Já a depressão atinge 82 mil adultos no estado. O diagnóstico da doença corresponde a 1,6% da população do Pará – sendo que a prevalência é de 2,5% entre as mulheres e 0,6% nos homens. Já a prevalência da depressão no país chega a 11,2 milhões ou 7,6% da população.

Em todo o país, dos que afirmaram receber o diagnóstico de depressão, 52% disseram usar medicamentos, 16,4% fazem psicoterapia e 46,4% receberam assistência médica nos últimos 12 meses. “Essa pesquisa traz o retrato atual da saúde da população. Temos de trabalhar de forma intersetorial para reverter esse quadro, incentivando a prática de exercícios físicos e outras medidas voltadas a um estilo de vida mais saudável”, destacou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

O estudo classificou ainda a presença das doenças crônicas por região, mostrando que o Sul e o Sudeste obtiveram os maiores índices – com 47,7% e 39,8%, respectivamente. O Centro-oeste é a terceira região com maior prevalência – 4 milhões de pessoas (37,5%), seguido do Nordeste e o Norte, com 36,3% e 32% dos habitantes – sendo 14 milhões de nordestinos e 3,4 milhões dos que vivem na região Norte.

Em todas as regiões as mulheres tiveram maior prevalência quando comparadas aos homens. Isso ocorre pelo fato delas procurarem atendimento em saúde de forma espontânea com mais frequência do que os homens.

PESQUISA

Realizada entre agosto de 2013 a fevereiro de 2014, a PNS tem como objetivo servir de base para que o Ministério da Saúde possa traçar suas políticas públicas para os próximos anos. Durante o levantamento, foram entrevistados 63 mil adultos em domicílio, escolhidos por meio de sorteio entre os moradores da residência para responder ao questionário.

(Diário do Pará)

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