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Reajuste em mensalidades escolares é rejeitado

O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Pará (Sinepe/PA) apresentou uma proposta de reajuste de 2% acima da inflação, nas mensalidades escolares para 2015. O valor não foi aceito pela União Brasileira dos Estudantes (Ubes), U

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O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Pará (Sinepe/PA) apresentou uma proposta de reajuste de 2% acima da inflação, nas mensalidades escolares para 2015.

O valor não foi aceito pela União Brasileira dos Estudantes (Ubes), União dos Estudantes dos Cursos Secundários do Pará(ACSP), União Paraense dos Estudantes, Procon/Pa, Associação de Pais de Estudantes do Pará (Apaiepa), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/ PA), presentes ontem em reunião no Procon.

O Dieese/PA estima que a inflação anual gire em torno de 6,10% a 6,50%. Somado com a proposta do sindicato, o percentual de reajuste ficaria em torno de 7 a 8%. O valor definitivo da inflação só estará disponível a partir da primeira semana de janeiro de 2015. Uma nova reunião foi marcada para 13 de janeiro.

“Nós não concordamos com isso. Como a gente não sabe o valor da inflação do ano, não tem como definir nada. Pelos dados, deve ficar em torno de 6,10 % a 6,50%, mas não é certo. Quando tivermos o valor correto, poderemos definir algo”, ressalta Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese/ PA.

SINDICATO ALEGA QUE AS DESPESAS ESTÃO MAIORES

A presidente do Sinetran, Suely Menezes, justificou que o percentual se deve à intensa concorrência de escolas no Estado e ao aumento na conta de energia elétrica. “As escolas privadas estão vivendo momentos difíceis, de uma concorrência grande, tem a inflação. Isso nos coloca em uma posição não muito confortável. Tivemos um crescimento muito grande na conta de energia. Instituições que pagavam R$ 50 mil estão pagando R$ 75 mil só de luz”, diz.

A diretora executiva do Órgão de Proteção ao Consumidor (Procon/ PA), Arliane Correa, contestou o argumento de Suely. “Os pais também sofreram esse aumento na residência. Isso não justifica. Eles pagarão duas vezes mais”. O presidente da Ubes, Augusto Barros, também discordou da proposta do sindicato.

“Esse impacto de 2% para o pai de aluno é muito. A gente entende que o ganho das escolas aumenta todos os anos. Várias instituições de ensino têm crescido no Estado. A gente que navega pelas instituições vê que esse valor não justifica o aumento”.

Durante a reunião também foi cobrada a entrega da planilha com os projetos didáticos pedagógicos implementados nas escolas. Esses projetos envolvem novos laboratórios e novas técnicas de aprendizagem ofertadas aos alunos. “Os pais pagam a mais, mas eles querem ver o retorno do dinheiro que está sendo investido”, disse Augusto.

No reajuste de 2014, o Sinepe apresentou a primeira proposta de 10%, a somar com a inflação, que fechava o ano em 5,60%. A proposta não foi aceita pela maioria. Foram necessárias quatro reuniões para assinar o acordo de 1% acima da inflação.

(Diário do Pará)

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