<p style="text-align: justify;">A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e o Sarampo foi encerrada na sexta-feira (12), em todo o país. Iniciada em 8 de novembro, a campanha foi estendida pelo Ministério da Saúde por não ter atingido a meta que era imunizar 12,7 milhões de crianças contra a polio e 10,9 milhões com a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba.</p>
<p style="text-align: justify;">No Pará, a meta era de imunizar 673 mil crianças contra a poliomielite e 604 mil contra o sarampo.A cobertura vacinal também não foi alcançada na capital paraense, onde a meta era atingir 95% do público infantil, tanto contra a poliomielite, na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos, e o sarampo, em crianças de um até cinco anos. “Até hoje (ontem) nós não conseguimos.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos com 84% para a poliomielite e 45% para o sarampo”, explica a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), Orliuda Bezerra. Os 42 postos de saúde divididos entre todos os bairros de Belém ofereceram a vacinação no dia de ontem. Devido à pouca procura durante o período de campanha, a diretora fez um alerta para a importância da vacinação. “A Poliomielite foi erradicada no Brasil, sendo que em outros países ainda existe e, com a facilidade de vinda de turistas ao nosso país e, até mesmo, a Belém, nós corremos um sério risco se nós não tivermos com a cobertura vacinal.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o Sarampo, houve uma grande epidemia em Pernambuco e, para que não aconteça no Pará, todos os municípios têm que estar com a cobertura em 95%. Não depende só do município, como também da população procurar nossas salas de vacinação”, afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">Na manhã do último dia de campanha, a procura pelas vacinas na Unidade Municipal de Saúde do bairro Curió-Utinga era considerada baixa. A jovem Mayara Renata Lisboa, 21, estava com a filha de um ano e quatro meses e aproveitou o dia de consulta da filha para vacinar a pequena contra pólio e outras vacinas que restavam no calendário de vacinação. “Ela vai fazer várias vacinas. Hoje ela tinha uma consulta e aproveitei para ela fazer as vacinas. Mas sempre trago para vacinar para prevenir as doenças”, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">HPV</p>
<p style="text-align: justify;">Vale ressaltar que os postos de saúde da capital também continuam ofertando as doses de vacinação contra o vírus HPV. O objetivo é prevenir o câncer do colo de útero. “A vacina contra o HPV entrou na rotina. Sendo que, também a procura está baixa.</p>
<p style="text-align: justify;">Aquelas adolescentes que fizeram a primeira dose têm que fazer a segunda e aquelas que completaram onze anos têm que tomar a primeira dose. Na primeira campanha, nós atingimos 100%, mas agora, na segunda dose, a procura está muito lenta. O índice de câncer de colo uterino está muito alto, através da vacina temos certeza que vamos diminuir esse número de casos”, assegura.</p>
<p style="text-align: justify;">(Diário do Pará)</p>
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