A Camargo Corrêa, no entanto, não é a única empresa envolvida no escândalo da Petrobras a faturar milhões nos governos dos tucanos paraenses: a OAS, que teve seis diretores denunciados à Justiça também por lavagem de dinheiro, corrupção e formação de organização criminosa, participou da construção da Alça Viária. Na época, o governador era Almir Gabriel (hoje já falecido) e o seu todo poderoso secretário de Planejamento era o atual governador, Simão Jatene. O contrato da OAS, em dezembro de 2000, segundo informações localizadas na internet, rondava os R$ 48 milhões – ou mais de R$ 114 milhões em valores atualizados pelo IPCA-E.
O caso dessas empreiteiras, aliás, lembra o de outra empresa tristemente famosa: a Delta Construções. Acusada pela Polícia e Ministério Público de pagar propinas a funcionários públicos e de fraudar licitações em vários pontos do País, além de ser apontada como pertencente ao bicheiro Carlinhos Cachoeira, a Delta chegou a ser declarada inidônea pela CGU. Mesmo assim, ela faturou horrores no Pará. Entre 2011, quando já havia eclodido o escândalo nacional, e abril deste ano, o Governo Jatene pagou à Delta mais de R$ 86,5 milhões em valores atualizados. E é possível que tivesse pagado mais, não fossem as denúncias de blogs locais, que levaram à abertura de uma investigação pelo Ministério Público. Detalhe: por incrível que pareça, a maioria dos contratos da Delta, no Pará, era com o Sistema de Segurança Pública.
(Diário do Pará)
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