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Sindicato teme encerramento de atividades em Belém

A estrutura excessivamente reduzida, inclusive em termos de pessoal, já está gerando consequências na Região Norte, conforme advertiu esta semana, na sua passagem por Belém, o presidente do Sindicato dos Funcionários do Banco Central, Daro Piffer. Ele dis

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A estrutura excessivamente reduzida, inclusive em termos de pessoal, já está gerando consequências na Região Norte, conforme advertiu esta semana, na sua passagem por Belém, o presidente do Sindicato dos Funcionários do Banco Central, Daro Piffer. Ele disse que as atividades desenvolvidas pela Regional de Belém, referentes à supervisão de bancos, cooperativas de crédito e consórcios, entre outras ações afins, têm sido cada vez mais limitadas, sendo crescentemente desempenhadas por outras Regionais.

Para Daro Piffer, o cenário atual não autoriza prognósticos animadores. A redução do quadro de pessoal e a crescente transferência de atribuições para outras unidades trazem o risco real, segundo ele, de provocar o encerramento de algumas das atividades que hoje são de competência da Regional Norte. “A própria região deve lutar para evitar que isso venha a acontecer”, disse ele, acrescentando que, caso venha a se confirmar o pior, os empresários e agentes econômicos da Região Norte precisarão recorrer no futuro a outras Regionais ou mesmo a Brasília em busca de atendimento e acesso aos serviços do Banco Central.

De acordo com Daro Piffer, a Regional de Belém, com efetivo restrito de pessoal e atribuições limitadas, está hoje reduzida à condição de um ente meramente burocrático, com pouca função a mais que a necessidade de simplesmente cuidador do prédio onde se acha instalada, no Boulevard Castilhos França. Ele chamou a atenção para o fato de que, numa região em desenvolvimento, como é o caso, é normal que ganhem intensidade as atividades financeiras – sejam bancos, consórcios ou cooperativas de crédito. Daí, acrescentou, decorre a necessidade de uma presença maior e mais vigilante do Banco Central, primeiro como órgão regulador e depois como fiscalizador.

Ou seja. Na avaliação de Daro Piffer, o Banco Central está se distanciando da Região Norte justo quando sua presença, paradoxalmente, era (e é) mais necessária. Numa região onde vão se criando várias entidades financeiras, conforme frisou, é necessária a presença do Banco Central para fazer uma fiscalização mais efetiva, não só para manter saudável o sistema, mas em benefício principalmente dos próprios usuários, dos consumidores de serviços bancários.

(Diário do Pará)

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