Atualmente, doenças crônicas como hipertensão arterial, diabetes, problemas na coluna, colesterol e a depressão são as que estão em mais evidência no país. No Pará, aproximadamente 30% da população adulta, equivalente a 1,5 milhão de pessoas, possui pelo menos uma doença crônica não transmissível (DCNT). Sendo que esses tipos de enfermidades atingem, em maioria, 33,8% do público feminino e 25,2% do público masculino, representando o total de 903,2 mil mulheres e 641,9 mil homens acometidos com alguma DCNT.
No Brasil, o índice chega a 40%, o que representa 57,4 milhões de pessoas. Além disso, as doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis por mais de 72% das causas de mortes em todo o país. As constatações foram feitas através da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Ministério da Saúde (MS) em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No levantamento, a região Norte aparece na última posição entre as regiões com maior número de acometimento das doenças, sendo 32% dos habitantes, o equivalente a 3,4 milhões de pessoas. Para o MS, a prevalência das mulheres está relacionada ao fato de procurarem atendimento em saúde com mais frequência, o que facilita o diagnóstico de uma possível doença crônica.
Para os especialistas, os maus hábitos são o que mais implicam no surgimento de doenças como o diabetes, problemas na coluna, colesterol alto e hipertensão. Se alimentar de forma errada, não praticar exercícios físicos e altos níveis de estresse estão entre os principais fatores. De acordo com o diretor científico da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – Regional Pará (SBOT), Jean Klay Machado, em todo o mundo, a cada dez pessoas, nove já tiveram ou terão dor na coluna.
Segundo o especialista, a dor na coluna é causada por uma série de fatores, dentre os principais estão: a musculatura mal condicionada ou fraca; o estilo de vida – pessoas que têm dupla ou tripla jornada; falta de exercícios físicos; ansiedade e, por fim, o estresse. No caso das mulheres, o acúmulo de funções pode acabar sobrecarregando, o que explica porque elas são a maioria entre os portadores de doenças crônicas.
“Normalmente, a mulher é mãe, é esposa e profissional, então sobre elas recaem boa parte das responsabilidades e ela acaba tendo pouco tempo para se cuidar. O estresse que vem com a sobrecarga pode gerar uma dor na coluna. A questão da postura para andar, dormir, sentar é muito importante. Além da atividade física regular com atenção especial para os alongamentos.
Mudanças para hábitos saudáveis são a solução.
(Diário do Pará)
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