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Pacientes com fissura labial precisam de atenção

Reunirá mais uma vez hoje a comissão formada pelo Sindmepa (Sindicato dos Médicos do Estado do Pará), Ministério Público do Estado (MPE) e órgãos e secretarias de saúde do Estado que tem o objetivo de dar maior celeridade às mudanças necessárias à ampliaç

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Reunirá mais uma vez hoje a comissão formada pelo Sindmepa (Sindicato dos Médicos do Estado do Pará), Ministério Público do Estado (MPE) e órgãos e secretarias de saúde do Estado que tem o objetivo de dar maior celeridade às mudanças necessárias à ampliação do atendimento e das possibilidades de tratamento de portadores de fissura labial no Pará.

“Para cada 650 crianças que nascem uma é portadora da deficiência, ou seja, é um número muito grande, por isso precisamos possibilitar o quanto antes a qualidade de vida e inclusão social dessas pessoas,” explica o médico e diretor do Sindmepa, João Gouveia.

Sindmepa e MPE já haviam reunido em audiência realizada na última quinta-feira (11), onde foram discutidos os problemas enfrentados por portadores de fissura labial, que em sua grande maioria são vítimas de preconceito e exclusão social.

Segundo o diretor do Sindmepa, João Gouveia, além de uma política de prevenção e tratamento por parte do Estado, é necessário um processo de inclusão social dos portadores da deficiência no mercado de trabalho. “Formamos essa comissão com o Ministério Público com o objetivo de desenvolver um trabalho de prevenção, tratamento e inclusão dos deficientes no mercado de trabalho, pois a maioria sofre um enorme preconceito devido os problemas estéticos e na fala,” afirmou o diretor.

“Existem casos que são herança genética e não há como prevenir, mas existem também casos que podem ser evitados durante a gestação. A partir do momento que você previne, a criança tem grandes chances de nascer sem a deficiência” .

O tratamento da fissura labial envolve uma gama de profissionais da área da saúde, que realizam hoje atendimento a pacientes no hospital Ophir Loyola. Porém, o hospital hoje tem necessidade de reestruturação do tratamento oferecido aos pacientes com o problema: apresenta um número inferior do quadro de profissionais necessários para a ampliação nos atendimentos. “Um dos principais pontos de discussão é a transferência do atendimento desses pacientes para o hospital Bettina Ferro, já que a média de atendimentos no Ophir Loyola é de apenas 15 por mês, enquanto há cerca de 50 pessoas na fila de espera. Além disso, existe a proposta de que os hospitais regionais realizem esse tratamento, com o objetivo de descentralizar os atendimentos. Muitas famílias acabam desistindo devido às dificuldades em acompanhar o tratamento que dura em média 20 anos”, alerta Gouveia.

(Diário do Pará)

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