<p>A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), proposta para investigar a atuação de milícias no Estado do Pará, já tem definidos os seus cinco membros e, agora, depende da pressão política deles para que finalmente sejam iniciados os trabalhos. </p>
<p>O presidente da Assembleia Legislativa, Márcio Miranda (DEM), emitiu ato ontem - o prazo para a nomeação dos integrantes terminou na última sexta-feira, escalando Edmilson Rodrigues (PSol, como propositor, membro nato), Tetê Santos (PSDB), Carlos Bordalo (PT), Chicão (PMDB) e Fernando Coimbra (PSD). Os dois últimos entraram na CPI por indicação do próprio Miranda, já que os referentes partidos ainda não tinham, até o prazo estabelecido, indicado nomes.</p>
<p>“Agora é batalhar para que a CPI seja formalizada, que a gente consiga aprovar o andamento dos trabalhos durante o recesso parlamentar”, adiantou o deputado, que se diz confiante na aprovação da atuação extraordinária da comissão.</p>
<p>Para que a CPI seja instalada de fato, é preciso que seja realizada a primeira reunião entre os membros, momento em que se define quem assume a presidência e a relatoria da mesma. Ficaram definidos como suplentes os deputados Hilton Aguiar (SDD), Zé Francisco (PMN), Aírton Faleiro (PT), Augusto Pantoja (PPS) e Nilma Lima (PMDB).</p>
<p>O requerimento foi proposto por Edmilson na semana seguinte à chacina ocorrida nos dias 4 e 5 de novembro e atendia à reivindicação de cerca de 100 entidades de movimentos sociais que cobram a apuração dos dez homicídios registrados naquela madrugada, após a morte do cabo PM Antônio Marcos Figueiredo. </p>
<p>No dia 25 de novembro, o deputado apresentou o documento com o mínimo de assinaturas exigido pelo regimento da AL (14), à mesa diretora. Na semana passada, representantes desses movimentos sociais foram para a AL cobrar a instalação da CPI.</p>
<p>(Diário do Pará)</p>
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