<p>Trabalhadores egressos do Sistema Penitenciário do Pará e que cumprem pena no regime aberto, prisão domiciliar ou penas restritivas de direito realizaram, na manhã de ontem, um protesto em frente à Associação Pólo Produtivo do Pará – Fábrica Esperança, na travessa Benjamin Constant, contra o atraso de salários e o não cumprimento de outros direitos trabalhistas.</p>
<p>Os atrasos já estariam ocorrendo há cerca de oito meses e alguns funcionários demitidos afirmam ter sido vítimas de retaliação por reivindicarem seus direitos junto à administração. </p>
<p>“Eles atrasam salários, não pagam vale-transporte nem vale-alimentação, demitem sem indenizar, além da ameaça de demissão, que é constante. Muitos deles vêm trabalhar oito horas por dia, depois voltam para a cadeia, outros vão para suas casas sem poder dar o sustento das famílias e, por isso, correm o risco de voltar a delinquir”, garante o presidente do Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas de Assistência Social de Orientação e Formação Profissional do Estado do Pará e Amapá (Senalba), Celino Rodrigues.</p>
<p>Segundo o presidente do Senalba, os trabalhadores cobram o pagamento dos salários em dia fixo e que os direitos garantidos por lei sejam assegurados, como o pagamento de férias, do 13º salário, vale-transporte e alimentação. Também querem o depósito do FGTS que não estaria sendo feito desde o ano passado, além do pagamento de indenização aos funcionários demitidos.</p>
<p>Prestes a completar três meses de demitido, Emanuel Giovani Sousa, 30, diz que até hoje não recebeu a indenização. “Depois que fui demitido, deram apenas uma parte do salário e nada da indenização”, ressalta.</p>
<p>Em nota, a direção da Fábrica Esperança disse que não foi “procurada por nenhum representante do sindicato Senalba para tratar sobre os assuntos reivindicados”. Disse ainda que os salários foram pagos em dia, bem como já foi pago a 1ª parcela do 13º.</p>
<p>“Quanto ao pagamento das rescisões trabalhistas, esclarecemos que estão sendo realizadas de acordo com os prazos previstos em legislação trabalhistas e, se por ventura existir qualquer atraso de pagamento, será acrescido de multa, conforme previsão <br /> legal”.</p>
<p>(Diário do Pará)</p>
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