<p>Mais de 540 mil crianças de 0 a 14 anos residem em locais sem nenhum tipo de saneamento disponível, incluindo fornecimento de água, coleta de lixo ou esgotamento sanitário.</p>
<p>Esta é a realidade de pelo menos ¼ das crianças paraenses nesta faixa de idade, que convivem com a triste realidade da falta de infraestrutura no Estado. Os dados fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais, divulgada ontem, 17, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p>O levantamento apresenta as reais condições de vida dos brasileiros e mostra que as crianças de 0 a 14 anos de idade representam 28,1% da população do Estado.</p>
<p>Deste total, 2.039, ou 90,9% vivem sem nenhum tipo de esgotamento sanitário, nem mesmo fossas sépticas. Aponta ainda que 1.207 (53,8%) não contam com abastecimento de água de rede, não tem água encanada para beber, tomar banho ou se alimentar. 682 mil convivem com a ausência de coleta de lixo. Sem nenhum desses serviços são 540.804 crianças.<br /> <br /> <strong>DOMICÍLIOS</strong></p>
<p>Em 95,9% dos domicílios urbanos do Pará não existe esgotamento sanitário. Na região metropolitana esta porcentagem é de 87,9%. O IBGE considera que em 85% das residências urbanas do Pará não existe acesso adequado a saneamento (abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo).</p>
<p>Na Bahia essa proporção hoje é de 32,7% de residências urbanas sem saneamento adequado, em Minas Gerais é de 10,7% e no Espírito Santo de 8,2%.</p>
<p>Em 2013 apenas 21% dos domicílios urbanos do Pará tinham acesso simultâneo a computador, TV em cores e máquina de lavar roupa. Quando se faz a inclusão do DVD, a proporção passa para 18,8%. Já quando se inclui acesso à internet, o percentual de domicílios cai para 15,9%.</p>
<p>O IBGE mostrou que na região Norte, apenas 21,2% dos domicílios urbanos possuem saneamento adequado, considerando aqueles onde havia a simultaneidade no acesso ao abastecimento de água por rede geral, esgotamento sanitário por rede coletora (diretamente ou via fossa séptica ligada à rede) e coleta de lixo (direta ou indireta).</p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href=\"http://www.diarioonline.com.br/noticias/para/noticia-312934-.html\">Maioria sobrevive com até 1 salário mínimo no Pará</a></strong></p>
<p>(Diário do Pará)</p>
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar