<p>Os deputados Augusto Pantoja (PPS) e Carlos Bordalo (PT) assumiram ontem, respectivamente, os postos de presidente e relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), proposta para investigar a suposta atuação de milícias no Pará.</p>
<p>O anúncio foi feito no último dia de legislatura, em meio às sessões ordinárias na Assembleia Legislativa, quando também foram votados e aprovados os projetos de lei que instituem a cobrança da taxa de controle da exploração dos recursos hídricos, que reestrutura a Fundação Amazônia de Amparo e Estudos e Pesquisa (Fapespa) - esta absorvendo as funções do já extinto Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Estado do Pará (Idesp) e ainda o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2015.</p>
<p>Pantoja de imediato convocou a primeira reunião da CPI para a segunda-feira, 21, às 10h, na sede do Poder Legislativo, o que significa que o grupo deve trabalhar durante o recesso. </p>
<p>A formalização se deu em menos de dez minutos, quando os cinco membros e cinco suplentes da CPI - Edmilson, Bordalo, Chicão (PMDB), Tetê Santos (PSDB) e Fernando Coimbra (PSD), e ainda Pantoja, Airton Faleiro (PT), Nilma Lima (PMDB), Hilton Aguiar (SDD) e Zé Francisco (PMN) - foram até a mesa diretora, junto do presidente, Márcio Miranda (DEM), oficializar a composição.<br /> <br /> <strong>HÍDRICOS</strong></p>
<p>Em seguida, continuou o debate sobre o projeto da taxação dos recursos hídricos, que levou os deputados das bancadas de oposição várias vezes à tribuna.</p>
<p>Os seis deputados do PMDB presentes na sessão se abstiveram da votação do projeto e o deputado Edmilson Rodrigues (PSol), que propôs emenda, posteriormente rejeitada, tornando obrigatória a prestação de contas dessa arrecadação junto ao Legislativo, tomou o mesmo posicionamento, mas, por 29 votos ‘sim’ e zero ‘não’, o PL acabou passando.</p>
<p>“Não somos contra, porque é legal e constitucional, tem que ser cobrada a taxa, mas o projeto, da forma como veio, não nos permite concordar com a forma da cobrança, dá muito poder ao governo para regulamentar, vai ser apenas mais uma arrecadação. A discordância é técnica”, frisou Parsifal Pontes, líder do PMDB. </p>
<p>A redação final do projeto ganhou cinco emendas e uma delas dá ao Poder Executivo o atributo de determinar o quantitativo que servirá de base para o trecho do texto que isenta de taxação a “utilização de recursos hídricos em pequeno volume”.</p>
<p>(Diário do Pará)</p>
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