Bacharel em engenharia mecânica pela Universidade Mackenzie em São Paulo, com cursos de imersão da York University e da Thunderbird School of Global Management (Canadá e Estados Unidos), Alberto Fabrini considera que a indústria brasileira de alumínio tem pela frente um desafio enorme, que é a concorrência com a indústria chinesa. Para ele, as empresas nacionais têm que fazer a parte delas, o chamado “dever de casa”, que consiste basicamente na elevação dos níveis de produtividade e na melhoria da eficiência.
O próprio diretor da Hydro, porém, reconhece que só isso não é suficiente. Ele destaca que as empresas também precisam contar com condições adequadas para que possam ser capazes de competir, o que passa por um conjunto de fatores. Entre estes, ele cita o custo da energia, a carga de impostos e mais uma série grande de variáveis. “Há uma série de fatores a serem avaliados para que nós possamos voltar a ser o que fomos antes, altamente competitivos em termos mundiais”, enfatizou.
RECUPERAÇÃO
Sobre os preços do alumínio no mercado internacional, que sofreram quedas bruscas após a crise financeira global de 2008, Alberto Fabrini observou que está havendo uma recuperação, embora ainda bem distante do ritmo em que as empresas gostariam que acontecesse. De qualquer forma, é importante, na sua avaliação, observar os fundamentos que estabelecem o equilíbrio entre demanda e produção. “Isso começa a acontecer, e nós, na Hydro, estamos razoavelmente otimistas de que isso possa vir a se consolidar”, finalizou.
Alberto Fabrini está longe de ser um novato em relação às particularidades do Pará e à realidade do Estado no setor de mineração. Antes de entrar para a diretoria da Hydro, ele foi chefe de operações de bauxita e alumina da empresa em território paraense. E, no período entre 2011 e 2013, foi o presidente da Albras, fábrica de alumínio primário em que a Hydro detém 51% das ações.
Contando mais de trinta anos de experiência na indústria de alumínio, foi diretor administrativo da fábrica da Hydro em Kurri Kurri, na Austrália, e das operações de bauxita e alumina da Jamalco e da Alpart, na Jamaica. Seu currículo inclui ainda uma passagem bem sucedida pela Alcoa, onde ocupou vários cargos de nível gerencial. Entre eles, o de gerente da fábrica de refinaria de alumina da Alumar.
(Diário do Pará)
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