<p>Ainda eram 20h, mas o movimento no entorno da Catedral Metropolitana de Belém, no bairro da Cidade Velha, já era grande, mesmo faltando uma hora para o início da Missa do Galo, na noite de 24 de dezembro.</p>
<p>De carro próprio, táxi ou de ônibus, eram muitas as paradas em frente à Igreja da Sé para o desembarque, de modo que em menos de meia hora já não havia mais assento para quem quisesse e o jeito era acompanhar a celebração de pé mesmo.</p>
<p>O arcebispo metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, chegou cerca de 15 minutos antes das 21h e se posicionou à entrada da Catedral, para fazer o trajeto rumo ao altar. A missa começou no horário previsto.</p>
<p>“Preparemos o coração para receber bem essa celebração, façamos essa conversão com o coração, que é fonte de comunhão em Deus”, disse o arcebispo, ao início do rito religioso.</p>
<p>Ao fim da celebração, ele fez o caminho de volta à porta da igreja, dessa vez com uma imagem do Jesus menino nas mãos, rumo ao presépio montado dentro do templo, em comemoração ao seu nascimento.</p>
<p>O casal Jorge Silva e Diana Oliveira assistiram pela primeira vez à celebração na Igreja da Sé e relataram o significado desta missa.</p>
<p>“Íamos para a Basílica de Nazaré, mas ele, dirigindo, se distraiu e passou direto.Quando nos demos conta, estávamos mais perto daqui, então decidimos vir. Vamos sempre à igreja, mas a Missa do Galo aqui é a primeira vez”, relatou ela.</p>
<p>“Foi bom que chegamos cedo e conseguimos um bom lugar para sentar. Esta celebração é muito especial para nós, principalmente por se tratar da noite em que se comemora o nascimento de Cristo”, emendou ele.<br /> <br /><strong> MOMENTO ÚNICO</strong></p>
<p>Acompanhados dos dois filhos, Frederico e Ruan, ainda crianças, o casal Josiane e Fernando Esteves também conseguiu garantir um bom lugar para acompanhar a missa por ter chegado cedo.</p>
<p>Há pelo menos cinco anos a família não inicia as comemorações natalinas sem antes ir à Sé acompanhar a Missa do Galo.</p>
<p>“É um momento único na família, de paz, de amor, por isso fazemos questão de vir os quatro juntos. E depois daqui é que nos encontramos com o resto da família para fazer a ceia”, contou a esposa.</p>
<p>(Diário do Pará)</p>
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