Mesmo com a tecnologia avançando cada vez mais rumo aos apetrechos que garantem toda a diversão do mundo sem precisar sair de casa, ainda há quem invista nos presentes de Natal que estimulem justamente o contrário: o contato com o lado de fora.
Nas praças Batista Campos e da República, ambas no centro de Belém, a manhã do dia 25 de dezembro foi de brincadeira para a criançada que ganhou do “bom velhinho” presentes como skates, bicicletas e patins e não podiam esperar para estrear os novos acessórios.
A pequena Laura, de seis anos, a cada desequilíbrio era amparada pelo pai, Emerson Inagake, enquanto tentava aproveitar da liberdade proporcionada pelo novo par de patins. Calçada e equipada com capacete e outros equipamentos de proteção, ela confessou ter caído uma única vez.
“Não temos o costume de fazer isso no dia 25, mas com patins era preciso dar espaço para ela brincar, e escolhemos a Batista Campos, pela tranquilidade”,
explicou.
Não muito longe dali, Ana Laura, de três anos, não saía de cima da bicicleta nova que havia ganhado dos pais, Kelly e Lélio da Silva, na noite anterior. “Achamos até bem tranquilo hoje, ela pôde passear bastante e está adorando”, contou a mãe, que já aprontava a filha para voltar para casa. “Foram quase duas horas de passeio”, contou.
No bairro da Cidade Velha, o proprietário de uma lanchonete localizada no meio da avenida Almirante Tamandaré, Célio Alves, repetia o ritual que faz desde o ano de 2011, no dia 25 de dezembro: a programação Natal Solidário, que só ontem reuniu mais de 80 crianças de bairros como Jurunas, Icoaraci, Cidade Velha e outros.
“Comecei com poucas crianças, há três anos. Hoje já tem tudo isso. O que não sai do meu bolso eu consigo com meus parceiros de comércio, como, por exemplo, a doação do ônibus que foi buscar e vai deixar todo mundo, e alguns dos brinquedos para a doação.
Palhaço, papai noel, mamãe noel, piscina de bolinhas, tudo eu consigo de graça com quem nos ajuda e acredita nessa ação. A minha família toda vem, esposa, filhos, pai, mãe, irmãos.
Ceia de Natal na minha casa acaba à meia-noite e meia, porque às 5h eu tenho que começar a organizar tudo para garantir a diversão da garotada. E vale todo o trabalho, todo o esforço, quando a gente vê a molecada feliz”, garantiu ele, com os olhos cheios d’água.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar