Nesta época de fim de ano se torna bastante comum a procura por fogos de artifício. É um dos principais itens utilizados durante as comemorações pela chegada do novo ano. Entretanto, vale ressaltar que algumas medidas devem ser seguidas para evitar incidentes que possam tirar o brilho dos festejos no Réveillon.
Existe uma legislação do Exército Brasileiro, a R-105, que rege a forma correta de utilização dos fogos de artifício por meio de uma série de recomendações. Segundo o capitão Pablo Cruz, chefe do Setor de Vistorias do Centro de Atividades Técnicas do Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBM), a legislação divide os produtos em categorias levando em consideração a quantidade de pólvora existente nos fogos.“Quanto mais pólvora, maior o risco e maior é a exigência na hora da soltura.
Na categoria A estão os estalinhos e foguetinhos. Na categoria B estão os rojões que são os mais utilizados, tendo acima de 0,25 gramas de pólvora. Nesta categoria, fica proibido o manuseio por menores de idade, é proibido também soltar fogos de dentro de residências, em locais que dão acesso a vias públicas ou próximos de hospitais e postos de gasolina, onde existem líquidos inflamáveis e combustíveis. É permitido apenas em áreas extensas, abertas, sem cobertura”, explica.Gerente de uma loja localizada na rodovia BR-316, que comercializa os artigos, Bruno Fonseca diz que os produtos mais procurados pela clientela são as pistolas coloridas.
O preço dos produtos varia entre R$ 29,90 a até kits de R$ 1.249. “Só trabalhamos com produtos industrializados que vêm com o modo de usar, mas a gente também tem um pessoal treinado para dar orientação aos clientes. Todos vêm com a base, mas ainda existem pessoas que insistem em soltar com as mãos. Seguindo as orientações com certeza não haverá nenhum problema”.
O engenheiro mecânico Emilson Barbosa, 60, conta que segue todas as recomendações para fazer uso dos produtos corretamente. “Sempre pergunto como deve ser usado, pois já vi muita gente perder a mão por não saber usar. Esse negócio de segurar a pistola é muito perigoso. Coloco na base, acendo e vou para longe, para não correr riscos. Temos uma área grande no local onde moramos. Sempre soltamos lá”.
(Diário do Pará)
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