Pelo menos duas instituições públicas e seis faculdades privadas do Pará não conseguiram atingir três pontos no Índice Geral de Cursos (IGC), que analisa a situação dos cursos de graduação do ensino superior do Brasil, e por isso foram classificadas pelo Ministério da Educação (MEC) como insatisfatórias, de acordo com publicação do último dia 25, no site da revista Exame.
No último ciclo de avaliação, de 2010 a 2013, o MEC classificou cursos na área de saúde e os resultados foram divulgados no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Cada área do conhecimento é avaliada de três em três anos pelo Enade. Por esse motivo, o IGC tem como base os cursos avaliados nos últimos três anos pelo MEC.O IGC é o principal indicador de qualidade das instituições de ensino superior no Brasil.
A classificação é feita por uma escala que vai de 1 a 5, por meio da média dos últimos resultados disponíveis do Conceito Preliminar de Cursos (CPC) dos cursos avaliados da instituição no ano do cálculo e nos dois anteriores, ponderada pelo número de matrículas em cada um dos cursos computados, e também a nota Capes, que mede o desempenho na pós-graduação (mestrado e doutorado).
As instituições que não conseguem atingir três pontos no IGC são consideradas insatisfatórias e entram na mira do MEC, podendo sofrer sanções e medidas para sanar os problemas encontrados pelo ministério.No Pará, as instituições de ensino que entraram no ranking são o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), que teve 15 cursos avaliados e atingiu a faixa dois no IGC; a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que teve um curso avaliado e atingiu a faixa dois no IGC; a Faculdade Pan Americana, que teve um curso avaliado e atingiu a faixa dois no IGC; a Faculdade de Itaituba, que teve um curso avaliado e atingiu a faixa dois no IGC.
A lista inclui ainda a Faculdade de Ensino Superior da Amazônia Reunida, que teve seis cursos avaliados e atingiu a faixa dois no IGC; a Faculdade Estácio FAP, que teve seis cursos avaliados e atingiu a faixa dois no IGC; a Faculdade Metropolitana de Marabá, que teve quatro cursos avaliados e atingiu a faixa dois no IGC; e, por fim, a Faculdade Pan Amazônica (Fapan), que teve dez cursos avaliados e atingiu a faixa dois no IGC.
RESPOSTAS
Em resposta à avaliação do MEC, o IFPA respondeu que “torna público que está finalizando o processo de intervenção, pois o IFPA já conta com reitor eleito por voto. O processo de intervenção se deu com a vacância do cargo ocasionada pela prisão do ex-reitor em uma operação da Policia Federal. Entre os graves problemas encontrados estavam a regularização e reconhecimento de cursos junto ao MEC.
A avaliação do MEC, que agora é publicada, aconteceu entre 2011 a 2013, portanto exatamente quando o IFPA, em expansão e com algumas falhas de gestão, precisou sofrer a intervenção em 2012, no meio deste ciclo avaliativo do MEC”, esclarece. A assessoria da FAP também foi procurada e ficou de dar posicionamento sobre o assunto. Porém, até o fechamento desta edição não houve retorno. A reportagem entrou em contato com os telefones da Fapan, disponibilizados em seu portal, porém um funcionário da instituição informou que não havia ninguém da diretoria que pudesse se pronunciar sobre o assunto, apenas na segunda-feira.
A reportagem também entrou em contato por telefone com a Faculdade Metropolitana de Marabá. Uma mensagem eletrônica informou que a instituição está de recesso administrativo e retornará às atividades no próximo dia 5. A reportagem não conseguiu fazer contato com as demais instituições listadas na publicação da revista Exame. (Com informações no site da revista Exame)
(Diário do Pará)
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