Você já parou para pensar nas contas que chegarão logo em janeiro? Não deixe para pensar nisso depois das comemorações de final de ano, pois é bom se organizar financeiramente para evitar o acúmulo de dívidas e não se tornar um inadimplente. E acredite: você não precisa ganhar muito para poder ter as contas em dia. É necessário apenas administrar e planejar para gastar só o que o seu bolso suporta.
O economista Roberto Sena, que também é membro do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), deu algumas dicas de como poupar ou evitar que as pessoas se envolvam em uma “bola de neve” nas contas a pagar. Para ele, o fundamental é planejar. E para isso, a fórmula é simples: com papel e caneta à mão, escreva o valor do orçamento mensal e a relação de gastos essenciais - ou seja, aqueles que você não tem como escapar e deixar de pagar ou comprar.
“O problema é que muitos trabalhadores gastam mal. Têm que ter em mente que já com a virada do ano ele vai ter que pagar IPVA, IPTU, material e mensalidade escolar. São coisas certas na virada do ano. O que tem que ser feito é esboçar num papel o seu orçamento, olhar quanto está recebendo e ver o que pode gastar. Se você recebe dez não vai gastar 15. Então há despesas fixas, como água, luz, transporte, contas a pagar. No mínimo você tem que se planejar”.
NEGOCIAR SEMPRE
Para Roberto Sena, o planejamento é uma das melhores maneiras de evitar a inadimplência, pois assim, é possível saber quanto sobra no final e o que pode ser gasto com outas coisas. Mas, caso você já esteja nesta situação, a melhor maneira de sair dela é negociando.
“As pessoas são honradas, sim, mas às vezes naquele mês não conseguem cumprir com suas despesas. A maneira de livrar o nome sujo é negociando a dívida com a empresa. As empresas já entenderam que não adianta por juros em cima de juros, tanto que uma vez ao ano ocorre a negociação com taxas de juros menores ou sem juros para que o cliente pague essa dívida”.
Sena ainda indica: quando tiver um dinheiro sobrando, primeiro, quite as dívidas.
Ainda de acordo com o economista, estudo levantado pela Serasa neste ano mostra que a região Norte lidera as taxas de inadimplência do país, com 31%. E a realidade da renda familiar do paraense é baixa. “Nossa renda é baixa. Cerca de 40% da força trabalhadora do estado ganha até um salário mínimo”, pondera Sena.
Economias são bom caminho
O gerente comercial Rodrigo Bendelack, de 26 anos, educou-se sozinho para reverter a situação que passava e qual passam muitos paraenses solteiros. Ele divide o aluguel e mais as despesas e contas da casa em que mora com um amigo.
Na época, em outro cargo, ele recebia um salário de R$ 1.600 e chegou a ter muitas dívidas. Foi então que decidiu investir em títulos de capitalização e ainda abrir uma conta poupança no banco para que seu dinheiro rendesse mais para quitar as dívidas e se assegurar no futuro.
“Eu aprendi a poupar porque não sobrava no final do mês. Tinha dívidas e não tinha o dinheiro para pagar. Passei um bom tempo para conseguir quitar tudo e há quase dois anos que invisto em títulos de capitalização, uma poupança que rende mais, mas não pode mexer, só depois de cinco anos. Além disso, tenho também uma poupança no banco que procuro não gastar, porque já é para o futuro”, explicou.
Para as compras de fim de ano, Rodrigo também deu uma economizada já pensando em iniciar 2015 com poucas contas a pagar. “Procurei planejar, vendo o que deu para cortar. Economizei com os presentes de Natal: dei só para o meu pai, mãe e irmãos”.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar