A última atividade do ano da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a suposta atuação de milícias no Estado do Pará deve acontecer na manhã de hoje, mas a portas fechadas.
A CPI foi motivada, sobretudo, pela chacina ocorrida na noite de 4 e madrugada de 5 de novembro em bairros como Terra Firme e Guamá, ocasião em que, após a morte de um policial, licenciado, da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam), e supostamente miliciano, outras dez pessoas foram mortas.
ATIVISTAS
Ontem de manhã, no auditório João Batista, da Assembleia Legislativa, os deputados Edmilson Rodrigues (PSol) e Carlos Bordalo (PT) eram os únicos da comissão que acompanhavam as falas dos ativistas de direitos humanos.
O doutor em Geografia, Aiala Colares, em uma apresentação sobre o funcionamento de milícias, de um modo geral, reforçou que esse tipo de conluio acontece porque há um acordo entre policiais e traficantes, e quando ocorre um dito descontrole, como aconteceu em novembro último, é porque há conflito entre os dois lados.
“Em Belém, Terra Firme e Guamá são pontos fáceis de chegada e escoamento da droga por causa da bacia do Tucunduba, a fiscalização é precária para as embarcações pequenas que circulam por ali”, explicou.
Jairo Amaral, ligado à Federação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional (Fase) e também ao Instituto Universidade Popular (Unipop), lembrou que a insegurança criou o ‘comércio da segurança’, que gera dinheiro tanto para as polícias quanto para o tráfico. “A Sociedade Civil sozinha não vai conseguir enfrentar isso, a mobilização precisa ser geral”, apelou.
(Diário do Pará)
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