Enquanto alguns se divertem, outros dão duro para garantir o sustento. Para muitas pessoas, se confraternizar com a família e amigos em casa ou em restaurantes nas datas comemorativas é uma regalia. Em certas profissões, os feriados são sinônimos de trabalho, e, por isso, esses profissionais estão a postos para assegurar os serviços essenciais durante a virada do ano.
Neste réveillon, médicos, assistentes sociais, seguranças, chefs, jornalistas e Djs são algumas das categorias que substituirão as praias e baladas pelos postos de trabalho. “Este ano é o primeiro que vou passar o réveillon trabalhando. Ficarei animando a festa dos outros e, com isso, ganhar mais essa experiência profissional”, disse o Dj Celso Flexa, que estará na virada de ano, tocando em uma casa de show, em Belém.
E para não ficar longe das pessoas amadas, o Dj vai reunir os amigos e a família no local em que irá trabalhar. “Vamos fazer uma ceia em casa e depois irei levá-los todos para a festa. Vai sobrinho, filho, irmãos, todo mundo. Assim, vou aliar a companhia deles, com o lado profissional”, comentou Flexa.
Os hospitais também não param durante a virada de ano. O funcionamento deste serviço público exige dos profissionais da saúde atenção e cuidados 24h. Há 23 anos, a assistente social Sônia Maria Vanvelar exerce a profissão. Ela já está acostumada a passar as datas comemorativas atendendo os pacientes e, mesmos assim, Sônia ainda sente um aperto no coração ao deixar sua família.
“Este ano vou trabalhar no hospital Metropolitano de 19h do dia 31 até as 7h do dia 1°. Não é a primeira vez que vou passar o réveillon longe de casa. É muito difícil nos primeiros anos, mas depois a pessoa vai se acostumando. Já saí chorando da minha casa muitas vezes com tanta tristeza. Os filhos e o marido reclamam bastante. No outro dia, nós aproveitamos para almoçar juntos e comemorar“, disse a assistente social.
A médica clínica-geral Thais Casanova, 32 anos, também vai passar a virada de ano atendendo. É a primeira vez que ela vai ficar no plantão da virada, e apesar da tristeza de ficar longe dos filhos, ela encara o trabalho com autoestima. “Nós, médicos, nos formamos já sabendo que isso será uma rotina em nossa carreira. Vou ficar triste, mas não posso lamentar. Foi o que eu sempre quis”, afirmou.
Para assegurar a ordem e a segurança em um condomínio localizado na avenida Augusto Montenegro, o vigilante Ediney Bezerra Lima, vai ver 2015 chegar trabalhando na portaria do residencial. Com 13 anos na profissão, ele garante que o trabalho é por um motivo maior. “É um sacrifício, mas nós precisamos do trabalho para sustentar nossa família”, confirma.
Mesmo no posto de trabalho, a confraternização de final é uma regra. “As pessoas que moram no condomínio sempre vão à portaria conosco, desejam um feliz Ano-Novo, levam alguma coisa da ceia. Não ficamos sozinhos. Não sou só eu que trabalho, tem outros colegas que também irão passar a virada de ano no trabalho lá no condomínio. No outro dia reúno com a família em casa e comemoro”, reitera Ediney.
(Diário do Pará)
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