A partir de amanhã, 1º, os paraenses terão um novo reajuste na conta de luz elétrica, que funcionará a partir do sistema de bandeiras tarifárias, nas cores verde, amarela e vermelha, sinalizando as condições de geração de energia elétrica para cada região do país. Os valores variam de R$ 1,50 (bandeira amarela) a R$ 3,00 (bandeira vermelha) para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Pelas ruas de Belém, muita gente afirmou que possui a prática de economizar energia elétrica com alguns cuidados semelhantes. Para muitos, o reajuste, soa como uma novidade, enquanto que para outros, o consumidor será obrigado a economizar energia elétrica. “A gente é obrigado a economizar de qualquer maneira. Apesar de não ser um valor muito grande e até deve passar despercebido pela maioria, para quem já economiza energia e tem poucas coisas em casa, é difícil entender tanto aumento. É muito para quem paga a conta com o valor da aposentadoria”, desabafou o aposentado Raimundo Assunção, 77 anos.
Ele que mora só no município de Benfica disse que usa várias formas de economizar e que ainda assim não sente redução de valor. “Uso três tipos de lâmpadas em diferentes lugares da casa, todas econômicas. E à noite é só um bico de lâmpada ao dormir e mesmo assim, a conta vem alta, em torno de R$ 96,00”, disse.
Mesmo tendo a cultura da racionalização de energia e a utilização de poucos eletrodomésticos em casa, Sezarina dos Santos, 53 anos, disse que já paga muito caro pela energia consumida e com o reajuste, esse valor deve aumentar. “A gente vai desligando tudo o que pode. A TV é só para a novela, à noite. E geladeira é uma só. Passo o dia trabalhando fora e mesmo assim a luz vem alta, quase R$ 400 reais. Agora, a gente vai ter que economizar no banho também”, analisou.
Os anos de 2013 e 2014 foram anos testes para o sistema, em que o consumidor pôde verificar a descrição do sistema de bandeiras mês a mês na conta de luz. O reajuste é válido para todo o Brasil, exceto Amazonas, Amapá e Roraima, pois elas não estão no Sistema Interligado Nacional (SIN) e, portanto, nesses estados não funcionará o sistema de Bandeiras Tarifárias.
(Diário do Pará)
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