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Temporários terão emprego definitivo

Nas festas de fim de ano, aumentaram as ofertas de vagas temporárias no comércio. Porém, após as comemorações, os funcionários que não possuem vínculo ficam na expectativa para uma contratação definitiva. Ser simpático e a proativo são os principais crité

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Nas festas de fim de ano, aumentaram as ofertas de vagas temporárias no comércio. Porém, após as comemorações, os funcionários que não possuem vínculo ficam na expectativa para uma contratação definitiva. Ser simpático e a proativo são os principais critérios para ocupar o espaço. Segundo o Sindicato dos Lojistas (Sindilojas), pelo menos 8 mil trabalhadores foram chamados no período natalino, mas apenas 15% a 20% deles conquistarão o emprego, o que na prática corresponde de 1.200 a 1.600 novos postos.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviço e Turismo (CNC), em 2014 foram gerados 139,5 mil postos de empregos no Brasil, o que significa uma alta de 0,7% em relação o mesmo período de 2013. O índice foi a menor taxa de crescimento desde que a CNC começou a realizar as medições, em 2009.

O Pará acompanhou a média do índice nacional em relação à geração de vagas temporárias no comércio. De acordo com o Sindilojas, no fim do ano a média de geração de emprego foi de 0,7 % a 0,8%. Os trabalhadores que estiveram um maior desempenho terão mais chances de ser devidamente efetivados.

“Historicamente, as vagas que são ocupadas no fim do ano como temporárias têm uma detenção de 15% a 20% pelos empregadores. O real aumento do número de vagas temporárias atende a 8 mil postos de emprego. Os motivos para a contratação é o desempenho do funcionário que muitas vezes tem uma atuação melhor do que o que já está na empresa e, assim, acaba ocupando a vaga definitivamente. O outro motivo é quando o próprio empregador percebe a necessidade de contratar mais pessoas para a melhora nas vendas”, ressaltou Joy Colares, vice-presidente do Sindilojas.

Para alguns lojistas, o ano de 2014 teve um rendimento menor do que o esperado nas vendas, o que influenciou na dificuldade para as novas contratações. A gerente de uma loja de confecção na rua João Alfredo, Solange Siqueira, disse que apenas quatro pessoas foram chamadas para integrar a equipe de vendedores no Natal, mas apenas um deles ficou. “Esse ano as vendas foram muito fracas e, por isso, só contratamos quatro funcionários até o dia 24 de dezembro. Um deles foi contratado, mas encaminhamos para outra loja”, disse.

PROATIVO

O gerente Robison Almeida, de outra loja de confecção no comércio de Belém, explicou que a proatividade é o principal critério para a contratação definitiva do temporário. “Como trabalhamos com vendas, procuramos sempre uma pessoa que não coloque dificuldade, que atenda as pessoas bem, que seja alegre e desenvolva rápidos as demandas. Essas são as que o mercado absorve. Aqui chamamos duas moças até o dia 24, mas nenhuma delas ocupou a vaga”, explicou.

As contratações temporárias passaram a ser concedidas em meados de setembro até novembro de 2014.

(Diário do Pará)

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