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Educação e segurança seguem como áreas críticas

Outra área crítica é a educação. Embora tenha falado muito em pacto pela educação, uma expressão que parece não ter se transformado ainda em ações concretas, Jatene reassume o mandato com índices vergonhosos.  O Pará obteve o 5º pior resultado na avaliaç

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Outra área crítica é a educação. Embora tenha falado muito em pacto pela educação, uma expressão que parece não ter se transformado ainda em ações concretas, Jatene reassume o mandato com índices vergonhosos.

O Pará obteve o 5º pior resultado na avaliação da educação do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A pior nota dos estudantes paraenses foi em matemática, com média 360, abaixo da média nacional, que é de 391. Os estudantes paraenses ficaram abaixo da média nacional nos três itens: leitura, matemática e ciências.

Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb 2013), divulgados pelo Ministério da Educação, também mostram que os alunos das escolas públicas do Pará não estão aprendendo. O Estado teve o pior desempenho do Ideb, na soma das notas dos alunos do ensino médio da rede pública estadual com os das escolas privadas, obtendo nota 2,9 (as notas do Ideb vão até 5,0), a mais baixa do Brasil.

Já a avaliação das escolas estaduais do Ensino Médio foi a terceira pior do Brasil, com nota 2,7 - quando a meta do Ministério da Educação era de 3,4.
O ensino público na rede do Pará piorou em comparação a 2011, quando o resultado do Ideb para este período foi de 2,8.

Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o pior resultado é o de alunos das escolas estaduais. O Ideb caiu de 4,0 em 2011 para 3,6 em 2013, a pior queda na comparação com todas as escolas estaduais das 27 unidades federativas brasileiras. A meta para o ano passado era de que os alunos conseguissem alcançar ao menos nota 3,8.

O baixo desempenho dos alunos das escolas estaduais provocou a queda do índice total do Estado, passando de 4,2 - em 2011 - para 4,0 - em 2013.

O Ensino Médio paraense tem o maior número de estudantes com atraso de mais de dois anos nas séries escolares, com 57,3% das matrículas. Esse percentual inclui escolas públicas urbanas e rurais. Considerando apenas as escolas rurais, são 60,3% dos alunos com idade além da média escolar.

Somente 18,1% dos professores do Ensino Fundamental do Pará possuem licenciatura nas áreas em que atuam. Ou seja, 81,9% lecionam sem nenhuma formação específica na disciplina em que atuam. É uma das piores porcentagens do Brasil, ficando em 6º lugar no ranking dos dez com menor número de professores licenciados.

ESTADO VIOLENTO

Outro grande desafio para o governador é a segurança pública. Os dados oficiais mostram que, com Jatene, o Pará se tornou um dos Estados mais violentos do País e isso tem relação direta com a falta de investimentos. O Pará tem o 5º menor investimento em segurança pública entre as 27 unidades federativas. Em 2012, o gasto per capita anual foi de apenas R$ 181,41. O valor é menor que Amapá (R$ 55,32 por habitante), Piauí (R$ 78,14), Maranhão (R$ 127,08) e Ceará (R$ 171,56). Paralelamente, segundo o Mapa da Violência 2013, o Pará teve o maior crescimento em número de assassinatos por arma de fogo, com taxa de 307,2%.

(Diário do Pará)

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