A clareza da suposta ameaça do coronel Machado deixou Margalho temeroso por sua vida e de sua família e ele logo nomeou um procurador para cuidar de seus negócios. O que é ainda mais grave de tudo que o empresário narrou na polícia é que, um mês antes, em novembro, um veículo Toyota, de propriedade dele, recebera dois tiros quando estava estacionado à porta de um restaurante em Ananindeua. O atentado foi comunicado em B.O. registrado na delegacia do Paar.
Margalho conta que deixara o veículo estacionado e, quando comprava o almoço, escutou barulho de tiros vindo da rua. Ele se escondeu atrás de uma das colunas do restaurante, ficando lá por algum tempo, até que percebeu a movimentação de pessoas. Saiu para ver o que tinha acontecido e logo soube por um senhor que seu carro havia sido atingido por dois tiros. Havia duas perfurações de bala na porta do motorista. Testemunhas informaram que o autor dos disparos saíra correndo em direção a um segundo homem que o aguardava em uma motocicleta, fugindo do local. O veículo foi periciado pelo “Renato Chaves”. Embora blindada, a Toyota tinha marcas de bala na porta do motorista.
O coronel Marco Machado não foi localizado em Ananindeua pelo DIÁRIO para apresentar sua versão dos fatos, assim como seu sobrinho, “Léo”. Servidores da Semutran informaram que o coronel não estava no município e se negaram a fornecer o número do celular dele para contato. O prefeito Manoel Pioneiro não atendeu as ligações feitas para o celular dele. Na prefeitura, a informação era de que Pioneiro estava “viajando”.
(Diário do Pará)
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