O Brasil vive um cenário econômico que finalmente deve apresentar um consenso entre o governo e a sociedade, especialmente com o mercado financeiro. Os especialistas fazem um levantamento e advertências de como se comportar em 2015 para não cair no endividamento. Uma das dúvidas mais frequentes é a importância de poupar e no que investir. Antes de guardar qualquer dinheiro e lidar de maneira saudável com suas finanças, é necessário conquistar o equilíbrio e traçar sonhos com tempo determinado. Para entrar no jogo dos investimentos, as pessoas podem começar até com menos de R$100.
Para o educador e terapeuta financeiro Reinaldo Domingues, em 2015 o país viverá um ano atípico, onde a taxa de juros Selic – referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - será relativo a 12%. Ou seja, em 2015, os juros dos créditos serão mais altos que nos anos anteriores. “Para quem vai investir pode ser até bom, devido ao rendimento dos juros, mas para comprar será bem mais complicado”,
explicou.
Com a variação e a subida da moeda americana, os investidores terão que fazer um planejamento e colocar a bico de lápis o que realmente importa. “Com o dólar subindo, quem pretende investir deve tomar cuidado com o meio. Será necessária uma atenção especial de onde aplicar. Os investidores têm que fazer uma análise detalhada. É preciso saber onde vai investir. Saber a finalidade. Ninguém deve guardar sem ter um objetivo básico, saber o tempo e o que se realizar”, afirmou Reinaldo.
Guardar sem finalidade e sem destino estabelecido pode ser alvo fácil para gastos irrelevantes. Por isso, é fundamental traçar metas. Após classificar os sonhos, as pessoas podem fazer um levantamento para não caírem em maus lençóis e acabarem guardando recursos que não serão multiplicados com o tempo.
No mercado financeiro, existem diversas alternativas de aplicação em ativos financeiros com riscos diferentes, variando de aplicações de baixo risco até investimentos de alto risco, como aquisição de ações na bolsa de valores.
POUPANÇA
A caderneta de poupança é uma das ferramentas de investimento mais usadas no Brasil. Mas, com seu ponto de vista econômico e o acúmulo de capital baixo, é recomendável apenas para realização de sonhos a curto prazo. “É importante que as pessoas pensem em algo de até um ano para investir em poupança. Quem colocar por mais tempo pode perder dinheiro”, orientou o educador.
Para sonhos de médio prazo, de até quatro anos, como levantar recursos para dar entrada em uma casa ou comprar um carro, as pessoas podem optar por outras formas de poupar. “Existem tipo de investimentos com essas características, como o CDB [Certificado de Depósito Bancário]; Títulos Públicos; Fundo de Investimento e até na compra de ouro”, sugere o especialista.
Existem formas de poupar bem comuns, que as pessoas não dão muita atenção. A previdência privada do INSS é um tipo de investimento. Mesmo rendendo pouco, ela é uma garantia de futuro. “O Tesouro Direto e os Títulos Públicos, mesmo sendo bons a médio prazo, pode ser bem rentáveis a longo”, aconselha Reinaldo.
Apostar em comprar dólar, ouro ou Ações da Bolsa de Valores é aderir investimentos perigosos, porém podem ser usados de acordo com as circunstâncias e a necessidade. “Comprar dólar eu não aconselho. Mas investir em ações, sim. Basta fazer por uma empresa de corretora de valor. Elas ajudam. Além disso, a pessoa deve estudar o crescimento da empresa interessada”, lembra.
A pessoa não precisa estar com uma conta bancária recheada para entrar nesse jogo. Segundo o especialista, há ações que chegam a custar até R$ 70. “É bom comprar tesouros públicos. Se não houver dinheiro para isso, pode adquirir ao menos 10% dele”, aconselha.
No caso da Petrobras, que era bem cotada para compras, o especialista garante: “É uma crise passageira”.

(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar