No dia em que completou apenas cinco meses de funcionamento, o Hospital Regional Público do Leste (HRPL), em Paragominas, e que atende ainda os municípios de Capitão Poço, Dom Eliseu, Garrafão do Norte, Ipixuna do Pará, Irituia, Mãe do Rio, Nova Esperança do Piriá, São Miguel do Guamá, Santa Maria do Pará e Ulianópolis, ficou sem uma parte do forro após uma chuva forte ocorrida na tarde de domingo, dia 4.
O complexo, administrado pela organização social Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH) em parceria com o governo do Estado e que oferece atendimento de patologias de média e alta complexidade, segundo sua assessoria de imprensa, funciona normalmente após o ocorrido, que não resultou em pessoas machucadas, mas o Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) já se diz curioso para saber quem vai pagar a conta dos estragos.
CUSTOS
“Primeiro que chama a atenção um hospital tão novo já apresentar um problema de estrutura como esse; e a segunda coisa que queremos saber é se o governo vai fazer como faz com os outros hospitais geridos por OS, que quando apresentam problemas é o governo que tira o dinheiro (do Sistema Único de Saúde) para consertar, sendo que a OS recebe um bom volume de recursos para fazer as manutenções necessárias. O governo por aqui é craque nisso”, dispara João Gouveia, membro da diretoria sindical.
Há poucos dias, em 28 de dezembro, menos de uma semana antes do incidente, o próprio site de notícias do governo do Estado publicou texto falando sobre a satisfação de mais de 90% dos usuários atendidos.
Em nota, a assessoria de Comunicação do Hospital informou que “parte do forro de gesso em alguns pontos do prédio foi danificado, entre eles Pronto-Atendimento e alguns corredores. Não houve nenhum incidente com colaboradores ou pacientes. A equipe de engenharia já foi acionada e o mais importante: o atendimento aos usuários não foi interrompido”.
Segundo o diretor Executivo do hospital, Adriano de Lima, a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) enviou equipe e engenharia, ontem, “para avaliar e promover os reparos necessários”.
(Diário do Pará)
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