A empresa de André e Glenda, a Abcomp, é a responsável pela bilhetagem eletrônica em Ananindeua e quer hoje, na justiça, onde corre processo, anular a licitação da Semutran em que saiu vencedora, juntamente com sua consorciada Somurb, alegando que o certame estava viciado.
Foi descoberto pelo casal de empresários que Tácila do Socorro Alencar Nunes, mulher do soldado Leonardo Machado, participou da licitação, mesmo sendo servidora da Semutran, o que é proibido por lei.
As ameaças provocaram boletins de ocorrência na delegacia do Paar. André Margalho relatou na polícia que durante reunião no gabinete do coronel Machado, para tratar de bilhetagem eletrônica e no momento em que o coronel pressionava o empresário a vender a Abcomp para o empresário João Sampaio, o soldado Leonardo, conhecido por “Léo” levantou-se da cadeira e, apontando uma pistola para André, gritou por diversas vezes, em voz alta: “eu te mato, eu te mato”. Além disso, prometeu que se ele ou seus familiares fossem prejudicados por André Margalho, iria se ver com ele “Léo”.
CORONEL
O tio coronel e outras pessoas que estavam na sala conseguiram retirar “Léo” do local, e quando o soldado saiu, o coronel, virando-se para André Margalho, fez as seguintes ameaças: “ tu estais vendo o que conseguistes? E agora, como eu vou conseguir tirar esses caras da tua cola.
Esses caras não têm nada a perder, tu não sabes o que é acordar todos os dias sem saber se a tua filha está bem, sem saber se a tua mulher está viva e sem saber que quando tu abrires a porta do carro vai vir um motoqueiro fantasma e isso não é brincadeira de arminha, não, isso é sério.
O prefeito ( Manoel Pioneiro) me mandou resolver e eu sou soldado, eu cumpro ordens e se tu não venderes pro João eu acabo com a licitação mesmo passando por incompetente, mas aí o teu problema vai ser comigo”.
(Diário do Pará)
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