O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA) fechou o balanço do ano de 2014 em relação ao preço do pescado comercializado em mercados municipais da capital e constatou que a alta foi superior a inflação, chegando a reajustes acima de 15%. A tendência para os próximos meses até a Semana Santa é que os preços sofram novas altas. A coleta aconteceu em 38 tipos de pescado mais consumidos no Estado, além do camarão regional e caranguejo. Segundo o resultado da pesquisa, no período de janeiro a dezembro de 2014, os maiores preços foram verificados nos pescados do tipo Cação com alta de 65,42%; seguida do Traíra (55,60%); Bagre (28,59%); Tucunaré (27,72%) Peixe Serra (21,30 %); Pirapema (21,07%); Arraia (17,23 %); Pratiqueira (16,79%); Mapará (13,79%); Gurijuba (11,24%); Pescada Amarela (10,98%); Dourada (10,41%) e o Tambaqui (7,80 %). No mesmo período, poucas espécies apresentaram recuo nos preços, sendo eles Piramutaba (7,94%);Xaréu (7,52% )e a Curimatã (2,12%.) Segundo a avaliação do Dieese, a tendência nos próximos meses é de novas altas nos valores do pescado, mas o departamento deve se reunir com autoridades para garantir o abastecimento e preços justos durante a Semana Santa. “A tendência para este mês de Janeiro de 2015 é de novas altas nos preços das principais espécies de pescado. Possivelmente, até o dia 20 de Janeiro, deveremos começar com as reuniões conjuntas envolvendo o Dieese, Prefeitura de Belém, através da Secon [Secretaria Municipal de Economia] e o Governo do Estado através da nova Secretaria da Pesca, visando as discussões sobre Feiras do Pescado e a questão de abastecimento e preços para a Semana Santa”, disse o supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena. (Diário do Pará) |
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