As tradicionais mangueiras podem ser o futuro verde de áreas degradadas. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), aponta que a espécie pode ser utilizada na recuperação dos solos que já foram desmatados.
O projeto analisa o comportamento da espécie de mangueiras Tommy Atkins que, apesar de não ser nativa, teve um bom desenvolvimentos nos trópicos, além de apresentar características capazes de sobreviver em ambientes secos e com frequentes faltas de chuvas.
“A espécie de mangueira que está sendo analisada não apresentou nenhum problema com a falta de água e, por isso ela pode ser plantada em áreas que estão degradadas, para servirem de reabilitação. Essas mangueiras também não precisam de muito trado”, disse o pesquisador e doutor em recursos hídricos, Adriano Sousa.
O estudo teve início em agosto de 2010, em uma área de 27 hectares, plantada em 1993, localizada em Cuiarana, no município de Salinópolis. Ele faz parte do programa do governo federal que analisa a biosfera e atmosfera na Amazônia.
“No sítio foi implantado uma torre de equipamentos de medição, com o objetivo de monitorar o comportamento e a evolução da espécie Tommy Atkins, que não é oriunda da Amazônia, mas mesmo sendo da Índia, se adaptou muito bem em nosso clima”, explicou.
Agregando a tolerância a níveis baixos de salinidade, que consegue manter sua taxa respiratória em ambientes com a temperatura elevada, as mangueiras também podem ser o futuro para outro meio de captação de renda de diversas comunidades.
“Esse projeto pode gerar renda às comunidades que praticam agricultura familiar, que trabalham sem muitos recursos. Além da função de dar frutos, elas têm influência no ciclo hidrológico de água, assim, diminuindo a temperatura ambiente”, conclui.
(Diário do Pará)
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