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Obra esquecida segue penalizando Moju

Após 10 meses da queda da ponte sobre o Rio Moju, a caótica situação da população da região nordeste do Pará permanece a mesma. Motoristas impacientes devido aos engarrafamentos quilométricos, deficiência na travessia das balsas e preços exorbitantes no c

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Após 10 meses da queda da ponte sobre o Rio Moju, a caótica situação da população da região nordeste do Pará permanece a mesma. Motoristas impacientes devido aos engarrafamentos quilométricos, deficiência na travessia das balsas e preços exorbitantes no comércio, além da espera pela reconstrução, que foi prometida para agosto e até hoje está a ver navios. Durante quase um ano que uma balsa colidiu em um pilar de sustentação da quarta ponte da Alça Viária, somam-se cada vez mais os problemas devido à demora nas obras.

No primeiro fim de semana de 2015, apenas na travessia de ida para Moju, 1.480 veículos e 1.720 pedestres tiveram que enfrentar transtornos para chegar ao município, entre as 8h e as 18h.

O caminhoneiro Josué Gonçalves reclama da demora na travessia. “Até hoje a população não tem uma resposta do governo. Temos que levar mais de duas ou três horas a mais para chegar ao nosso destino. Além da fila, que há dias tem mais de três quilômetros, há as manobras na balsa. Isso leva muito tempo”, desabafa.

Além da demora, os caminhoneiros reclamam do tempo que os carregamentos ficam expostos ao sol. “Em algumas situações, já perdemos muitas mercadorias. Com o calor, as frutas estragam. Eu já cheguei a dormir na fila quando a balsa maior ficou com defeito. O ramal que tem é perigoso e, quando chove, fica impossível de passar. Temos que ficar expostos a perder toda nossa carga com a espera, pois se qualquer acidente acontecer ficaremos impossibilitados de passar”.

ATRASOS

Todos os dias, os agentes da Arcon fazem a contagem de veículos que atravessam para o Moju. “Hoje, como estamos operando com três balsas, uma delas biarticulada, onde os veículos saem e entram de frente, o fluxo melhorou em relação ao início da operação. Em média, cada uma delas demora 45 minutos para sair”, explicou Roberto Rodrigues, supervisor da Arcon.

Mesmo com três embarcações operando, os agentes da Arcon ainda encontram dificuldades para mobilizar o fluxo de pessoas e
veículos.

“Há algumas eventualidades que podem dificultar o trabalho, como, por exemplo, as ambulâncias, que têm prioridade. Em muitos casos, se tiver alguém passando mal, a ambulância tem que passar nem que seja sozinha em uma balsa, isso atrasa. A chuva também dificulta o embarque, além da maré, que, quando está baixa, não pode transportar veículos pesados”, concluiu Rodrigues.

Transtorno diário, obras sem avanço e preços altos

(Diário do Pará)

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