As pessoas que trabalham e estudam em Moju também padecem com a falta da ponte. “Antes eu pegava apenas um ônibus de Barcarena para chegar aqui. Depois disso, tenho uma despesa de mais de R$ 100 por mês, pagando os barcos para ir e voltar. Não sei até quando essa despesa vai. A população não tem culpa e acaba tendo que pagar as contas no fim”, argumentou a agente administrativa Renata Cavalcante.
A travessia nas embarcações de passageiros é fiscalizada por uma equipe do Corpo de Bombeiros. “Os barqueiros trabalham até as 22h. Hoje temos 33 barcos que se revezam, são onze por dia. Quando a ponte foi quebrada, muitas pessoas apareceram para lucrar com as pessoas que tinham necessidade de ir e voltar para Moju”, avalia o sub-tenente dos Bombeiros Antônio Aguiar.
PREÇOS
Os barqueiros não são os únicos a lucrar com a situação. No comércio de Moju e de municípios próximos, os produtos tiveram um aumento significativo. “O que antes de a ponte quebrar foi um preço hoje achamos pelo dobro ou até o triplo. A comida e o material de construção foram os que mais aumentaram. Um cafezinho custava R$ 0,50, agora é R$1,20”, desabafou Abraão Leite, funcionário público.
As obras estavam previstas para terminar em agosto do ano passado, mas até hoje a população apenas conta com o sonho de voltar à sua rotina.
“A reconstrução ficou um tempo parada e nada evolui. A verdade é que estamos cansados de passar por esse transtorno”, lamentou o empresário Almir Braga.
(Diário do Pará)
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