A falta de zelo com os espaços públicos, como a Praça da República que agrega um dos principais cartões postais da Cidade das Mangueiras – o suntuoso Theatro da Paz, é apenas um dos problemas percebidos na capital, apontados pelos seus moradores que revelaram um anseio por uma Belém mais bem cuidada.
“Belém precisa de limpeza e segurança. As praças estão abandonadas, como esta aqui, a cidade está abandonada. Sou da Marinha Mercante e já fui a 76 países, passei 12 anos fora da capital e quando retornei fiquei impressionado com o abandono da cidade”, disse o comandante da Marinha Mercante, o paraense Luiz Fernando Rocha, 67.
Nascida em Belém, a recepcionista Hellene Favacho, 30, não sabe se realmente há algo para comemorar no dia do aniversário de sua cidade natal. “Eu daria mais segurança para Belém, pois a gente se sente inseguro. Fui ao Ver-o-Peso e me falaram para tirar o cordão e ter cuidado com a bolsa. Falta muita coisa a ser melhorada. Não me sinto feliz em ver como a minha cidade está hoje”, lamenta.
Já o estudante do curso de moda, Hugo Reale, 20, conta que o presente para Belém é a valorização de sua cultura.
“Belém precisa de uma cultura vinculada ao público, pois tem suas programações culturais pouco divulgadas. A cultura daqui é muito rica, encanta pessoas de outros estados e até estrangeiros, mas o paraense não valoriza. Então, falta uma valorização por nós mesmos”, garante.
Casado com uma paraense e atualmente morando em Belém, dois anos e três meses foi tempo suficiente para o carioca e técnico em mecânica Richard Coelho, 41, perceber o que a cidade precisa de mais urgente.
“Faltam saneamento e segurança que não existem mesmo no centro da cidade. Falta um olhar mais cuidadoso dos governantes. Belém tem belezas naturais, mas tem esses problemas como o trânsito que é horrível e poucos policiais na rua”, ressalta.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar