Às vésperas de completar 400 anos, Belém se tornou uma cidade onde o passado se faz presente, com diversos locais cheios de memórias e que contam a história do município desde os primeiros anos de sua fundação.
Um exemplo disso é o Forte do Presépio, ponto de origem da capital paraense. O local foi fundado por Francisco Caldeira Castelo Branco, que após ganhar reputação ao participar da guerra e expulsar os franceses do Maranhão, recebeu a missão de afastar do litoral norte do território os corsários estrangeiros que tentavam ocupar a terra.
O capitão-mor aportou na região em 12 de janeiro de 1616, quando iniciou a construção do forte. Ao redor da edificação, foi sendo erguida uma comunidade, então chamada de Feliz Lusitânia. Em 1° de setembro de 1627, recebeu o seu reconhecimento como município.
A partir de 1636, padres jesuítas e alguns colonos começaram a chegar ao local, com o objetivo de “resgatar” os indígenas das etnias Tupinambás e Pacajás, além de lutar contra a invasão de holandeses, ingleses e franceses. Terminadas as lutas, a cidade teve seu nome alterado para Nossa Senhora de Belém do Grão Pará.

Se Belém é a principal porta de entrada da Amazônia, o Ver-o-Peso era a principal porta de entrada para Belém. (Foto: Reprodução)
A partir de então, Belém começou a prosperar, principalmente por se tornar o ponto de entrada no continente para as expedições dentro da Amazônia, o que aumentou o fluxo de viajantes e o número de moradores da região, situação que continuou até o começo do século XIX.
Naquela época, Belém ficou marcada por diversos fatos históricos, como a Cabanagem, uma revolta popular para expulsar os reacionários que queriam manter o Estado como colônia de Portugal, apesar da independência do Brasil já ter sido declarada.
Também neste período surgiu o Mercado do Ver-o-Peso, um dos principais cartões postais da cidade, além de viver o seu período áureo: a Belle Époque, quando os lucros do ciclo da borracha permitiram uma modernização da cidade, com a expansão do território, a pavimentação de ruas, criação da rede de esgoto e construção de ícones da cidade, como as diversas praças, o Theatro da Paz e, anos mais tarde, o Cinema Olympia.
Belém se tornou uma cidade com muita história para contar, em todos pontos da capital. Basta sair pelas ruas e começar a observar e escutar.
Veja algumas imagens históricas aqui.

(Gustavo Dutra/DOL)
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