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Avó usa redes sociais para salvar a neta

Em 11 horas, um apelo em uma rede social, gerou mais de 1.390 compartilhamentos, 560 curtidas e o apoio de milhares de pessoas solidárias, que levaram a dona de casa Mara Santos conseguir um leito para sua neta de quase três meses em uma Unidade de Terapi

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Em 11 horas, um apelo em uma rede social, gerou mais de 1.390 compartilhamentos, 560 curtidas e o apoio de milhares de pessoas solidárias, que levaram a dona de casa Mara Santos conseguir um leito para sua neta de quase três meses em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI), em Belém.

Mesmos já tento recorrido a outros meios, incluindo a justiça, a avó materna apelou à opinião pública para sensibilizar o governador do Estado, Simão Jatene, a salvar a vida de sua neta.

“Minha neta estava internada na clínica pediatra Pio XII, desde o dia 3 de janeiro. A princípio era apenas uma gripe, mas depois foi diagnosticada com bronqueolite. Os médicos, muito atenciosos, disseram que ela precisaria ser encaminhada para uma UTI Neonatal. Foi aí que fizemos a procura. Fomos a central de leito, procuramos em hospitais particulares e estavam todas lotadas. Ontem (domingo), desesperada, eu estava na internet e curtir a página do governador. Foi aí, que eu revolvi colocar um apelo no Facebook e marcá-lo. Não imaginava que teria tanta repercussão. Quando foi de manhã, já tinham mais de 1.390 compartilhamentos de pessoas que eu nem conhecia”, explicou Mara Santos.

A neta nasceu no dia 13 de outubro, prematura de oito meses e com baixo peso. Após passar um tempo na incubadora, ela foi para casa com a saúde recuperada.

Mas, uma gripe, levou a criança ser internada no dia 3 de janeiro. Na clínica, os médicos identificaram uma infecção infantil, em que ocorre o inchaço e acúmulo de muco nos bronquíolos, que são passagens menores de ar nos pulmões, denominada como bronqueolite. Desde o diagnóstico começou a procura da família por um leito em uma UTI.

“Ficamos muito preocupados com a situação. Na clínica as pessoas que nos atenderam fizeram de tudo pela minha neta, mas os recursos que deles tinham acabado. Passamos oito dias correndo atrás de leito em uma UTI pelo Estado. Meus amigos viram meu desespero. Eles até me ofereceram ajuda financeira para poder fazer colocá-la em uma UTI particular, e não achamos. A outra avó dela foi ao Ministério Público, procurou a justiça, e não fomos atendidos. O que as pessoas falavam é que não tinha leito no Estado, e que para uma criança entrar, outra tinha que morrer ou ter alta”, desabafou Mara.

Durantes oito dias de angustia e às vésperas do aniversário de Belém, a dona de casa sensibilizou pessoas de todo o Brasil. Na publicação feita às 23h do último domingo, 11, dizia que a criança já tinha passado por três paradas respiratórias, cinco convulsões e estava entubada, e, por isso, precisava com urgência de uma UTI pediátrica. Na rede social, Mara concluiu o seu apelo dizendo que no aniversário de Belém, ela e sua família não teria o que comemorar, já que estavam correndo contra o tempo para salvar a vida da criança.

LEIA AINDA:

‘Saúde pública é um caos’, diz a avó

(Diário do Pará)

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