Está prevista para a tarde desta quarta-feira (14) a entrega de um ofício da Promotoria de Educação do Ministério Público cobrando informações e esclarecimentos da Universidade do Estado do Pará (Uepa) sobre a aprovação de Bruna Cancela no vestibular da instituição. A jovem, filha de um dos sócios de uma escola particular de Belém, concorreu a uma vaga no curso de Medicina como cotista, por ter por sido bolsista na escola onde concluiu o ensino médio.
A aprovação, no entanto, causou diversas reações negativas de pais de alunos e também membros de órgãos do estado. O procurador da República Alan Mansur protocolou um ofício para que o Ministério Público do Pará investigue a aprovação da estudante. No ofício encaminhado à promotora Maria da Penha Buchacra, o representante do MPF relata que "houve burla à própria finalidade de cotas universidades públicas, em desvirtuamento às cotas para obter vantagem".
Segundo a promotora de educação Graça Cunha, após a entrega do ofício nesta tarde, a Uepa terá até dez dias para apresentar esclarecimentos. No entanto, Graça acredita que a universidade deve responder com rapidez. "Sempre nos responderam rapidamente, acredito que desta vez não será diferente, até porque a instituição também tem interesse em resolver logo este caso e realizar a matrícula dos alunos", explicou em entrevista exclusiva à reportagem do DOL.
Nos últimos dias a Uepa já havia informado que os candidatos que atenderam a um dos critérios e estão com a documentação dentro da normalidade serão regularmente matriculados. Será eliminado e perderá a vaga, contudo, o candidato que tendo sido classificado nas vagas destinadas aos alunos cotistas não comprovar esta condição, por meio dos documentos.
(DOL)
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