A Universidade do Estado do Pará (Uepa) informou que foi protocolado na instituição, no final da tarde desta quarta-feira (14), o ofício da Promotoria de Educação do Ministério Público Federal cobrando esclarecimentos sobre a aprovação da aluna Bruna Cancela na instituição.
A jovem é filha de um dos sócios de uma escola particular de Belém e foi aprovada no curso de Medicina como cotista, por ter tido bolsa escolar durante o ensino médio. Segundo o promotor Alan Mansur, o caso constata que “houve burla à própria finalidade de cotas universidades públicas, em desvirtuamento às cotas para obter vantagem".
A Uepa informou que deverá responder ao documento no prazo de 48 horas. A universidade também já havia publicado nota afirmando que o processo seletivo deste ano aceitava duas condições de cotistas: ou que tivessem cursado todo o ensino médio na rede pública, ou que fossem bolsistas integrais da rede privada de ensino, e que “os candidatos que atenderam a um dos critérios e estão com a documentação dentro da normalidade serão regularmente matriculados”.
(DOL)
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